Fachin quer que revisão do CNJ sobre 'penduricalhos' seja concluída até novembro em contexto de Política Econômica Fachin quer que revisão do CNJ sobre 'penduricalhos' seja concluída até novembro em contexto de Política Econômica

Fachin quer que revisão do CNJ sobre ‘penduricalhos’ seja concluída até novembro

O ministro Edson Fachin deu prazo até novembro para o CNJ revisar os penduricalhos pagos a magistrados, visando transparência e respeito ao teto salarial.

O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, estabeleceu o prazo de novembro para o grupo de trabalho concluir a revisão das verbas remuneratórias e indenizatórias pagas a magistrados. O objetivo central é padronizar os pagamentos, comumente chamados de penduricalhos, que elevam a remuneração final acima do teto constitucional.

A portaria que institui o grupo de trabalho foi assinada na última sexta-feira (5). Segundo o ministro, a intenção é criar uma solução nacional que traga clareza e racionalidade aos vencimentos, evitando distorções que frequentemente resultam em ganhos superiores ao limite do funcionalismo público.

Revisão busca eliminar uso de subterfúgios conceituais

Durante a VI Conferência Brasileira de Direito e Políticas Públicas, realizada em São Paulo, o ministro enfatizou que o colegiado dispõe de 180 dias para finalizar as análises. O grupo avaliará projetos de lei já em tramitação no Congresso e poderá redigir um anteprojeto para reestruturar o sistema de pagamentos de maneira definitiva.

Fachin apontou que a ausência de um padrão uniforme entre os mais de 90 tribunais do país fomentou insegurança jurídica e a utilização de verbas indenizatórias com finalidade puramente remuneratória. “Transparência, integridade e accountability não são temas acessórios. São elementos centrais da própria legitimidade democrática do Poder Judiciário”, afirmou o ministro.

Grupo de trabalho envolve diversos órgãos públicos

O colegiado terá uma composição multidisciplinar, com integrantes do CNJ, Conselho Nacional do Ministério Público, Defensoria Pública da União, Advocacia-Geral da União, além de representantes do Poder Executivo, do TCU e do Congresso Nacional. Associações da magistratura também participarão do processo, que deve incluir audiências públicas com a sociedade civil e advogados.

Esta iniciativa integra um esforço maior do STF para moralizar os gastos, somando-se à recente aprovação de um modelo único de contracheque para magistrados. A medida segue os critérios definidos pelo tribunal em março, que limitou o pagamento de verbas extras a 70% do salário, garantindo o respeito ao teto constitucional atual de R$ 46,3 mil.

Fonte: Globo