O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil registrou alta de 1,1% no primeiro trimestre de 2026, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (29). Em valores correntes, a economia nacional movimentou R$ 3,3 trilhões no período.
O resultado representa uma aceleração em relação aos últimos três meses de 2025, quando a economia havia avançado 0,3%. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o crescimento foi de 1,8%, enquanto no acumulado dos últimos quatro trimestres a alta atingiu 2%.
Agropecuária registra expansão de 2% no início de 2026
O setor agropecuário foi o principal motor da economia nos três primeiros meses do ano, com crescimento de 2%. O desempenho foi impulsionado pelo aumento da produção e da produtividade, beneficiado por condições climáticas favoráveis e pela expansão da área plantada, especialmente na cultura da soja.
Os demais setores também apresentaram resultados positivos: a indústria cresceu 1% e o setor de serviços avançou 0,5%. Dentro da indústria, os destaques foram a extração mineral, com alta de 3,6%, e a construção, que subiu 2,9%.
“Levando-se em conta seus pesos no PIB, as atividades que mais contribuíram para o crescimento foram a agropecuária, a extrativa mineral e as outras atividades de serviços”, afirmou o coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Ricardo Montes de Moraes.
Consumo das famílias avança 1% com oferta de crédito
Pela ótica da demanda, o consumo das famílias cresceu 1% no primeiro trimestre, superando o desempenho dos três meses anteriores, quando a alta foi de 0,2%. O consumo das famílias possui um peso de 63,4% no PIB brasileiro.
“Ele é o agregado com mais peso na ótica da demanda e contribuiu para o maior crescimento da economia neste trimestre”, afirma Moraes.
Segundo o coordenador, o resultado reflete a maior oferta de crédito e o crescimento da massa salarial real. O especialista destaca que, mesmo com a taxa básica de juros (Selic) em patamares elevados, o crédito às famílias apresentou variação nominal de 12% no período.
“Mesmo com o aumento dos juros no período, o crédito às famílias teve variação nominal de 12%, o que, assim como a massa salarial, contribuiu para o aumento do consumo”, diz o especialista.
Os investimentos, medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo, registraram crescimento de 3,5% no trimestre. No setor externo, as exportações recuaram 1,7%, enquanto as importações avançaram 4,4%.

Fonte: G1