O que você precisa saber
- OOuropara junho na bolsa de Nova York recuou 1%, cotado a US$ 4.693,7 por onça-troy.
- A alta doPetróleo, provocada pelo impasse diplomático, reforça a expectativa de juros elevados por mais tempo.
- O Federal Reserve (Fed) se reúne nesta semana para definir os rumos da política monetária americana.
Impactos do impasse diplomático
Negociações estagnadas no Oriente Médio
O ouro encerrou a sessão desta segunda-feira (27) em queda, pressionado pela estagnação das negociações no Oriente Médio. O cenário impulsionou os preços do petróleo e renovou as preocupações com a trajetória da inflação e as futuras respostas de Política Monetária global.
As expectativas por uma solução diplomática para o conflito foram frustradas após a ausência de um encontro entre representantes dos Estados Unidos e do Irã durante o fim de semana. Enquanto os iranianos mantiveram diálogos com o Paquistão e a Rússia, os negociadores americanos não foram enviados à região.
Pressão sobre o governo iraniano
Apesar do clima tenso, o Irã teria proposto o fim do bloqueio no Estreito de Ormuz sob a condição de que seu programa nuclear fosse retirado das pautas de negociação. Analistas do Macquarie observam que a iniciativa sugere que a pressão das sanções econômicas dos EUA está sendo sentida pelo governo iraniano.
Política monetária e o cenário do Fed
Choque energético e juros elevados
Para o MUFG, a instabilidade no Estreito de Ormuz, rota vital para o comércio de petróleo, sustenta o choque energético. Esse movimento reforça a tese de que os bancos centrais podem manter as taxas de juros em patamares restritivos por um período prolongado, o que prejudica o desempenho do ouro, ativo que não gera rendimento.
Transição de liderança no banco central americano
O mercado aguarda a reunião do Federal Reserve, onde a expectativa é de manutenção das taxas atuais. Além da decisão sobre os juros, o setor monitora a transição na presidência do Fed, com a saída de Jerome Powell em maio e a indicação de Kevin Warsh por Donald Trump. O Goldman Sachs avalia que a mudança na liderança não deve alterar imediatamente o direcionamento da política monetária.
Para investidores atentos a ativos de proteção, o cenário atual de incerteza macroeconômica é comparável a momentos de volatilidade em títulos como o Tesouro IPCA+, que reagem diretamente às expectativas de inflação e juros.
Fonte: Moneytimes