Fachada do Supremo Tribunal Federal em Brasília. Fachada do Supremo Tribunal Federal em Brasília.

Magistrados pedem ao STF adiamento de teto para penduricalhos

Magistrados solicitam ao STF mais prazo para aplicar o teto de 35% sobre penduricalhos, alegando dificuldades técnicas na operacionalização dos pagamentos.

Associações de magistrados solicitaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) o adiamento da implementação da decisão que limitou o pagamento de verbas indenizatórias, conhecidas como penduricalhos. As entidades alegam que os tribunais enfrentam dificuldades técnicas para operacionalizar o novo teto de **35% sobre o subsídio** da categoria.

O que você precisa saber

  • OSTFdeterminou um limite de 35% para o pagamento de verbas extras aos juízes.
  • A medida impacta diretamente afolha de pagamentode maio, referente ao mês de abril.
  • Associações buscam adiar a aplicação da regra por pelo menos 30 dias após o julgamento de recursos.

Desafios na implementação das normas

Dificuldades técnicas nos tribunais

O pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo. Segundo a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e a Associação Nacional das Magistradas e dos Magistrados da Justiça do trabalho (ANAMATRA), a complexidade da decisão exige esclarecimentos adicionais para evitar falhas na interpretação da norma.

As entidades argumentam que o julgamento tratou de questões inovadoras e autônomas. O objetivo do adiamento seria garantir que os tribunais consigam cumprir a ordem da Corte máxima sem causar prejuízos operacionais ao quadro funcional.

Reivindicações das associações

Prioridade para o adicional por tempo de serviço

Embora busquem o adiamento do teto, as associações solicitam a implementação imediata da chamada parcela de valorização por tempo de antiguidade na carreira, o antigo Adicional por Tempo de Serviço (ATS). O benefício representa um aumento de **5% no subsídio** a cada cinco anos de atividade.

Para os magistrados, a medida é necessária para amenizar os efeitos da limitação de verbas, especialmente para aposentados e pensionistas. O grupo sustenta que, para esses beneficiários, as únicas verbas extra-teto recebidas eram os passivos, que foram suspensos pela decisão do Supremo. O debate sobre o governo federal e a gestão de gastos públicos segue como ponto central de atenção no cenário jurídico e econômico.

Fonte: Infomoney