A Agritech, fabricante de tratores do Grupo Stedile, estabeleceu a meta de atingir um faturamento de **R$ 275 milhões em 2026**. Com sede em Indaiatuba, interior de São Paulo, a empresa busca contornar a retração do mercado de máquinas agrícolas apostando na resiliência do pequeno produtor rural.
O que você precisa saber
- A companhia projeta um crescimento de 10% para 2026, mantendo o ritmo após uma alta de 18% no ano anterior.
- A estratégia foca no segmento de pequeno porte para mitigar a queda de 6,2% esperada para o setor de máquinas como um todo.
- A empresa investe no lançamento de novos modelos de tratores e busca facilitar ocréditopara garantir o escoamento da demanda.
Estratégia de nicho e novos lançamentos
Segundo Cesar Roberto Guimarães de Oliveira, gerente de vendas e marketing da companhia, o segmento de grandes produtores atravessa um ciclo de dificuldades financeiras. Em contrapartida, o pequeno produtor segue sustentando a demanda por equipamentos mecanizados.
Diversificação de portfólio
Durante a feira Agrishow, a marca apresentou novos modelos de tratores com potências de 75 e 82 cavalos. O portfólio também foi expandido com uma versão cabinada do modelo de 25 cavalos, focada em atender culturas específicas como café, frutas e hortaliças.
Desafios no acesso ao crédito
Cerca de 50% das vendas da empresa são concretizadas via Pronaf, programa federal que oferece juros subsidiados. Mesmo com a Selic em 14,75% ao ano, Oliveira aponta que as exigências por garantias bancárias criam barreiras que impedem um volume maior de negócios.
Movimentações no mercado de máquinas
O Grupo KMR também busca ampliar sua participação no setor com a criação da HVR MAC, focada em financiar a compra de máquinas para fazendas de médio porte. A meta do grupo é faturar R$ 100 milhões no primeiro ano, com a comercialização de mil máquinas.
Simultaneamente, a Kepler Weber direciona investimentos para tecnologia, como o robô de nivelamento de grãos. O objetivo é diversificar a receita e crescer no segmento de manutenção e reformas de estruturas de armazenagem.
Pressão nos frigoríficos
Enquanto o setor de máquinas planeja expansão, a indústria de proteína animal lida com a elevação dos custos operacionais. O preço do boi atingiu o patamar de R$ 365 por arroba, gerando compressão nas margens de lucro das indústrias.
Devido à flutuação do dólar frente ao real, empresas do setor avaliam estratégias defensivas. Entre as medidas cogitadas estão a redução do volume de abates e a diminuição dos turnos de operação nas plantas frigoríficas.
Fonte: Estadão