O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu recentemente que a Corte não necessita de um código de ética formal para regular a divulgação de compromissos ou participações em eventos. Em entrevista, o magistrado argumentou que tais práticas já ocorrem de forma espontânea, minimizando a necessidade de normas rígidas para assegurar a transparência institucional.
O que você precisa saber
- A ausência de um código de ética formal noSTFé alvo de debates sobre a credibilidade da instituição.
- A falta de transparência em agendas e eventos alimenta a percepção pública de que os ministros possuem privilégios.
- O ministro Gilmar Mendes sustenta que a autorregulação é suficiente, desviando o foco para a crise de confiança na imprensa.
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_63b422c2caee4269b8b34177e8876b93/internal_photos/bs/2026/8/J/dC9QR2QkA2BWtL9dcbRg/barreira-backend.png)
A postura dos magistrados e o controle institucional
A retórica sobre a transparência
Durante a entrevista, o ministro evitou detalhar como a transparência é garantida na prática, optando por questionar a credibilidade da imprensa. Esse tipo de postura, segundo o autor Bruno Carazza, contribui para a imagem de que os membros do tribunal são figuras intocáveis. A discussão sobre a conduta dos magistrados ganha relevância em um cenário onde o CNJ afasta desembargador por irregularidades em liberações financeiras, reforçando o debate sobre o controle do Judiciário.
Impactos na percepção pública
A resistência em adotar mecanismos formais de controle, como um código de ética, é vista por críticos como um obstáculo para a recuperação da confiança da sociedade no STF. Enquanto o tribunal mantém sua posição de autorregulação, a pressão por maior clareza nas agendas e nos compromissos externos dos ministros permanece como um ponto central na pauta Política nacional.
Fonte: Globo