Lula estabelece meta de zerar fila do INSS até setembro em contexto de Política Econômica Lula estabelece meta de zerar fila do INSS até setembro em contexto de Política Econômica

Lula estabelece meta de zerar fila do INSS até setembro

O presidente Lula definiu como meta zerar a fila de espera do INSS até setembro. O estoque atual de benefícios pendentes é de 2,2 milhões de pedidos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) possui a meta de eliminar a fila de espera para a concessão de benefícios até setembro deste ano. O compromisso foi assumido pela nova presidente do órgão, Ana Cristina Viana Silveira, que ocupa o cargo desde o mês de abril.

Mudança no comando busca reduzir estoque de 2,2 milhões de pedidos

A troca na liderança do INSS ocorreu devido ao alto volume de solicitações pendentes, que gerava desgaste para o governo federal. Ana Cristina, servidora de carreira, sucedeu Gilberto Waller Júnior com a diretriz estratégica de agilizar a análise de processos e tornar o fluxo interno da autarquia mais eficiente.

Segundo o Ministério da Previdência Social, a meta consiste em zerar o estoque de pedidos com prazo superior a 45 dias. Atualmente, os registros apontam para 2,2 milhões de requerimentos pendentes, um cenário que demonstra queda de 29% frente aos 3,1 milhões de pedidos contabilizados em fevereiro.

Divergências sobre o volume real de processos em atraso

A contagem da fila é objeto de diferentes interpretações técnicas entre o governo e a gestão do instituto:

  • O Ministério da Previdência estima que 528 mil casos dependem exclusivamente de ações por parte dos segurados, como a complementação documental.
  • A presidente do INSS, Ana Cristina Viana Silveira, sustenta que o número de processos efetivamente em atraso seria inferior a um milhão, ao descontar da contagem total os novos requerimentos mensais e os casos sob responsabilidade dos cidadãos.

Apesar da complexidade administrativa, o governo aponta uma tendência de redução no tempo médio de análise. O período de espera caiu de 59 dias em fevereiro para 40 dias em abril, sinalizando uma melhora operacional na concessão dos benefícios previdenciários.

Fonte: G1