Prefeitura de SP afasta gerente da SPTuris sob suspeita de ligação com ONG em contexto de Política Econômica Prefeitura de SP afasta gerente da SPTuris sob suspeita de ligação com ONG em contexto de Política Econômica

Prefeitura de SP afasta gerente da SPTuris sob suspeita de ligação com ONG

O prefeito Ricardo Nunes afastou o gerente da SPTuris, Rodrigo Bolzan, sob investigação por suspeitas de favorecimento à ONG Instituto Conhecer Brasil.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), anunciou o afastamento do gerente de eventos da São Paulo Turismo (SPTuris), Rodrigo Raveli Bolzan. A decisão ocorre em meio a uma investigação aberta pela Controladoria-Geral do Município (CGM) para apurar supostas irregularidades envolvendo o servidor e uma ONG vinculada à produtora do filme “Dark Horse”.

Bolzan é suspeito de favorecer Instituto Conhecer Brasil

Bolzan integra os quadros da agência desde 2005 e atuava como fiscal de oito contratos. Ele é suspeito de favorecer o Instituto Conhecer Brasil (ICB) em contratações da prefeitura. O instituto é de propriedade da empresária Karina Ferreira da Gama, responsável pela produtora do documentário sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em entrevista, o prefeito afirmou que a apuração busca esclarecer se houve ilegalidade no caso. “Identificando alguma ilegalidade, obviamente ele vai ser demitido. Se não houver ilegalidade, eu não vou carregar nas minhas costas o peso na consciência de cometer alguma injustiça”, declarou Nunes, ressaltando que também não deseja ser omisso diante de eventuais desvios de conduta.

Contratos do ICB somam R$ 157,1 milhões sob suspeita

A investigação da CGM foi instaurada após apontamentos sobre uma rede de empresas e ONGs ligadas ao ICB que ganhou espaço na administração municipal. O Instituto Conhecer Brasil foi alvo de uma operação da Polícia Civil paulista no início de junho, sob suspeita de fraude em licitação, fraude na execução contratual e possível desvio de recursos públicos.

Dados indicam que o contrato original para a instalação de pontos de wi-fi em comunidades sofreu aditivos que elevaram os repasses para **R$ 157,1 milhões**. Desse montante, R$ 26 milhões teriam sido pagos sem a efetiva prestação de serviço. Além disso, as autoridades investigam o repasse de R$ 1,3 milhão a uma empresa cujo sócio era dirigente do próprio ICB.

Em nota oficial, a Prefeitura de São Paulo defendeu que o processo licitatório seguiu os princípios de legalidade e transparência. Segundo a administração, a parceria para o wi-fi livre não apresentou vedações formais na análise jurídica da época. O ICB também enfrenta cobranças judiciais movidas pelo Sesi por supostas irregularidades na prestação de contas de um patrocínio firmado em 2017.

Fonte: UOL