A chegada do inverno no próximo domingo (21) marca o início de um período de frio intenso, com previsão de temperaturas abaixo de 0°C no Sul e em áreas do Sudeste durante o mês de julho. Apesar da massa de ar polar que avança pelo país nas primeiras semanas, o fenômeno El Niño deve ser intenso e provocar ondas de calor no final da estação.
O inverno deste ano começa sob influência de uma forte frente fria. De acordo com o Climatempo, a massa de ar polar associada ao sistema deve derrubar as temperaturas no Sul, em áreas do Sudeste e do Centro-Oeste já na primeira semana da nova estação, além de causar um novo episódio de friagem em Rondônia, no Acre e no sul do Amazonas.
Uma das fortes massas polares esperadas para julho deve levar o ar frio até a região de Goiânia e de Brasília, para o norte de Minas Gerais e extremo sul da bahia. Picos de calor intenso podem ocorrer em agosto no Centro-Oeste e no Sudeste do país, enquanto dias de muito calor devem ser observados no Norte e no Nordeste.
Em setembro, aumenta o risco de ondas de calor influenciando áreas do Norte, do Nordeste, do Centro-Oeste e Sudeste do país. Segundo a Climatempo, o fenômeno El Niño 2026/2027 tem grande probabilidade de atingir intensidade forte ou muito forte, podendo figurar entre os eventos mais intensos observados desde 1950.
Temperaturas próximas da média histórica em sete estados
Apesar do cenário, a temperatura média do inverno deve permanecer próxima dos padrões históricos no Sul do país, assim como em grande parte de Mato Grosso do Sul, São Paulo, centro-sul e leste de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. A mudança nos padrões climáticos impacta diversos setores da Economia nacional.
Já em amplas áreas do Centro-Oeste, do Nordeste e do Norte, a expectativa é de temperaturas acima da média para a estação. A previsão também indica períodos de calor intenso, especialmente no sul e leste do Pará, Tocantins, Maranhão, Piauí, oeste da Bahia, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso.
Alterações no regime de chuvas aumentam instabilidade no Sul
O avanço do El Niño deve alterar o comportamento das chuvas em diversas regiões do país durante o inverno. No Sul, a expectativa é de um aumento da instabilidade atmosférica, com mais frentes frias atuando ou se formando sobre a região. Como consequência, episódios de chuva forte, temporais e ventos intensos tendem a ocorrer com maior frequência ao longo da estação.
A previsão indica precipitação acima da média nos três estados do Sul. O destaque é o sudoeste do Paraná, onde os acumulados podem ficar muito acima dos valores normalmente registrados para o período. Mesmo em regiões que costumam atravessar o inverno sob predomínio do tempo seco, como o Sudeste e o Centro-Oeste, são esperados diversos episódios de chuva fora do padrão.
A tendência é que a estação termine com volumes ligeiramente acima da média em grande parte dessas duas regiões. O cenário também favorece mais chuva no centro-sul de Mato Grosso do Sul e em áreas do oeste, centro-sul e leste de São Paulo. No Norte, Acre, Rondônia e o sul do Amazonas devem registrar precipitações superiores às observadas normalmente durante o inverno.
Tempo seco prevalece no Nordeste e no extremo norte
No Nordeste, o padrão típico de tempo seco e quente deve prevalecer. Na faixa leste da região, porém, a previsão aponta chuva abaixo da média em julho, mês que ainda costuma ser chuvoso em vários trechos do litoral. A tendência de precipitações reduzidas deve continuar em agosto e setembro.
No extremo norte do país, os volumes também devem ficar abaixo do normal em Roraima, no norte e noroeste do Amazonas, no Amapá e no norte do Pará. Em Tocantins e no leste paraense, o predomínio será de tempo seco, como normalmente ocorre durante a estação.
Fonte: Cnnbrasil