A Apple planeja elevar os preços de seus produtos em resposta ao encarecimento dos chips de memória. A informação foi confirmada pelo CEO da companhia, Tim Cook, em entrevista ao Wall Street Journal.
“Infelizmente, os aumentos de preços são inevitáveis”, afirmou Cook. “Estamos fazendo o possível para mitigar os enormes aumentos que estão sendo repassados para nós e tentando proteger os nossos clientes desses aumentos, mas a situação se tornou insustentável”.
Projeção aponta iPhone 18 Pro a US$ 1.299
Embora o executivo não tenha detalhado quais linhas serão afetadas ou o cronograma dos reajustes, o impacto pode ser sentido antes mesmo do lançamento do iPhone 18. Modelos de Mac e iPad também estão sob análise da empresa.
A consultoria TechInsights projetou que o preço do iPhone 18 Pro poderia subir de US$ 1.099 para **US$ 1.299**, caso a fabricante decida manter sua margem de lucro atual.
Escassez de chips de memória impacta eletrônicos
A oferta global de componentes tem diminuído à medida que fabricantes priorizam a produção de chips avançados para data centers de inteligência artificial. Cook destacou que, embora os chips de armazenamento sejam um desafio, a escassez de chips de RAM é a principal preocupação.
Os chips de RAM, responsáveis por guardar temporariamente os dados usados pelos dispositivos, estão presentes em uma vasta gama de produtos, desde celulares e computadores até smart TVs, consoles de videogame e automóveis.
O CEO da Apple criticou a postura dos fornecedores: “Os fabricantes de memória estão repassando aumentos de preços exorbitantes”. Segundo Cook, o cenário atual é inédito: “Essa é uma enchente que acontece uma vez a cada cem anos. Precisamos, sem dúvida, que os preços e a oferta de memória voltem a níveis razoáveis aos produtos de consumo. Essa é a questão fundamental”.
Mercado de smartphones enfrenta queda histórica em 2026
O setor de tecnologia lida com um ambiente macroeconômico desafiador. A consultoria IDC projetou que o mercado de smartphones registrará a maior queda da história em 2026, com a venda de 1,1 bilhão de unidades, uma retração de 12,9% em relação a 2025.
A previsão é de que a situação permaneça complexa até meados de 2027. A expectativa de recuperação gradual aponta para um crescimento de apenas 2% em 2027, com uma retomada mais expressiva de 5,2% prevista apenas para 2028.

Fonte: G1