Gráfico sobre inadimplência e juros no crédito bancário Gráfico sobre inadimplência e juros no crédito bancário

Inadimplência no crédito cai para 4,3% em março em inadimplência

Inadimplência do crédito recua para 4,3% em março. A inadimplência média das operações de crédito no Brasil registrou leve queda, passando de 4,4% em…

A inadimplência média das operações de crédito no Brasil registrou leve queda, passando de 4,4% em fevereiro para 4,3% em março. Os dados, atualizados pelo Banco Central nesta segunda-feira (27), apontam um cenário de maior controle nos pagamentos por parte de tomadores.

O que você precisa saber

  • A inadimplência média do sistema financeiro atingiu 4,3% em março.
  • O recuo reflete uma melhora no perfil de pagamento tanto de empresas quanto de famílias.
  • O juro médio cobrado pelos bancos subiu para 33,1% ao ano no mesmo período.

Desempenho por setor

O recuo da inadimplência foi observado em diferentes recortes. No segmento de empresas, o índice caiu de 2,8% para 2,7% ao final de março. Já entre as famílias, a taxa recuou de 5,4% para 5,3%.

Quando avaliada a origem dos recursos, o crédito livre apresentou queda de 5,8% para 5,7%. No caso dos recursos direcionados, o indicador de inadimplência recuou de 2,7% para 2,6%.

Alta nos juros e spread

O custo do crédito seguiu trajetória de alta no período. A taxa de juros média anual do sistema financeiro avançou 0,2 ponto percentual, atingindo 33,1% ao ano. Nos últimos 12 meses, o indicador acumula um avanço de 1,9 ponto.

Para as pessoas jurídicas, a taxa subiu 0,3 ponto, alcançando 21,3% ao ano. Já para as pessoas físicas, o custo do crédito registrou alta de 0,1 ponto, fixando-se em 38,4% ao ano. A dinâmica de cartão de crédito continua sendo um ponto de atenção para o orçamento das famílias.

Gráfico sobre inadimplência e juros no crédito bancário
Inadimplência média do sistema financeiro apresentou leve queda em março.

O spread bancário, indicador que mede a diferença entre o custo de captação e a taxa final ao consumidor, recuou para 21,8 pontos percentuais. Nas operações com pessoas físicas, o índice chegou a 27,7 pontos, enquanto no crédito corporativo o patamar ficou em 8,7 pontos.

Fonte: Globo