Governo retira urgência de PL sobre escala 6x1 para destravar pauta da Câmara em contexto de Política Econômica Governo retira urgência de PL sobre escala 6x1 para destravar pauta da Câmara em contexto de Política Econômica

Governo retira urgência de PL sobre escala 6×1 para destravar pauta da Câmara

O governo retira a urgência do PL sobre o fim da escala 6×1 para destravar a pauta na Câmara e evitar pautas-bomba com alto impacto fiscal nas contas.

O governo federal anunciou nesta terça-feira (16) a retirada do regime de urgência constitucional do projeto de lei que trata do fim da escala de trabalho 6×1. A decisão, autorizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem como objetivo principal destravar a pauta de votações da Câmara dos Deputados, que estava impedida de avançar devido ao trancamento causado pelo texto.

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, confirmou a medida após reuniões com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Segundo o ministro, a intenção original do Executivo era que o projeto servisse como uma regulamentação para a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o mesmo tema, já aprovada pelos deputados no mês passado. No entanto, diante do impasse, o governo optou por ceder para permitir a continuidade dos trabalhos legislativos.

Câmara retoma análise de pautas prioritárias

Com a retirada da urgência, a Câmara poderá retomar a análise de outras propostas prioritárias. Entre os temas que aguardam votação estão o projeto que amplia o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI) e o marco regulatório da inteligência artificial no Brasil.

A pressão pela retirada da urgência vinha sendo feita por Hugo Motta, que buscava autonomia para gerir a pauta da Casa. O presidente da Câmara chegou a sinalizar que, caso o governo não cedesse, colocaria em votação o texto do projeto com o mesmo conteúdo da PEC aprovada anteriormente.

Motta promete freio em propostas de impacto fiscal

Além da questão da escala 6×1, o ministro José Guimarães destacou uma postura colaborativa por parte de Hugo Motta em relação às chamadas “pautas-bomba”. O termo é utilizado pela equipe econômica para se referir a projetos aprovados no senado que elevam gastos obrigatórios da União sem a devida compensação orçamentária.

Segundo Guimarães, Motta afirmou que não pretende colocar em votação na Câmara essas propostas, que, conforme estimativas da fazenda, poderiam gerar um impacto superior a R$ 10 bilhões anuais nas contas públicas. O governo reforçou que a preocupação central é com a sustentabilidade fiscal e a ausência de recursos previstos no Orçamento para cobrir tais despesas.

Fonte: G1