PF aponta tentativa de compra de silêncio de familiares de ex-aliado de Daniel Vorcaro em contexto de Política Econômica PF aponta tentativa de compra de silêncio de familiares de ex-aliado de Daniel Vorcaro em contexto de Política Econômica

PF aponta tentativa de compra de silêncio de familiares de ex-aliado de Daniel Vorcaro

Relatório da PF indica que pai de Daniel Vorcaro teria tentado comprar silêncio de familiares de ex-aliado. Entenda as negociações da operação Compliance.

Um relatório da Polícia Federal entregue ao Supremo Tribunal Federal aponta indícios de interferência de Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, nas investigações da operação Compliance Zero. Segundo os investigadores, Henrique teria autorizado o operador Manoel Mendes Rodrigues, conhecido como “Manolo”, a comprar o silêncio de parentes de Luiz Phillipi Mourão, o “Sicário”, que faleceu após ser detido em março.

Ameaças de Joana Mourão geram negociação com Manolo

As apurações detalham que Joana Mourão, irmã de Sicário, enviou mensagens ameaçando expor informações sensíveis sobre a família Vorcaro. Em abril, ela afirmou possuir material capaz de “acabar com a família inteira” e relatou dificuldades financeiras após a morte de seu irmão, apontado pela polícia como integrante de uma milícia a serviço dos investigados.

Diante das cobranças, Manolo organizou um encontro com Joana e Denise Maria Machado, mãe de Sicário, em 28 de abril. Mensagens interceptadas indicam que, após a reunião, Manolo informou Henrique Vorcaro sobre a estratégia de transferir contratos de ativos para o nome de Denise como forma de “resolver a questão”. Posteriormente, Joana agradeceu a Manolo e a um interlocutor chamado “André” pelo auxílio financeiro recebido.

Defesa nega irregularidades em operações de Vorcaro

A defesa de Henrique Vorcaro sustenta que os vínculos com Felipe Mourão e Manoel Mendes possuem natureza comercial. Os advogados alegam que os contatos decorrem de contratos para aquisição de imóveis e empreendimentos imobiliários firmados há cinco anos. Em nota, a defesa argumenta que a prisão preventiva é uma medida extrema e desnecessária, reforçando que não há fundamento concreto para a custódia e que o empresário permanece à disposição das autoridades.

Em paralelo, a defesa de Felipe Cançado Vorcaro refutou as acusações, declarando que documentos públicos comprovam a regularidade das operações do Banco Master. Segundo os advogados, as transações passaram por auditorias independentes que atestam a licitude dos negócios.

O caso segue sob análise do ministro André Mendonça, relator no STF, que tornou público o conteúdo do relatório policial. A Corte avalia atualmente a necessidade de manter a prisão preventiva de Henrique Vorcaro.

Fonte: Globo