Montagem com fotos de Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema. Montagem com fotos de Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema.

Flávio Bolsonaro e Lula lideram rejeição eleitoral com 46% e 45%

Pesquisa Datafolha aponta Flávio Bolsonaro com 46% de rejeição e Lula com 45% para as eleições de 2026. Cenário reflete novos episódios políticos recentes.

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (22) aponta que 46% dos eleitores não votariam no senador Flávio Bolsonaro (PL) para a presidência nas eleições de 2026. O presidente Lula (PT) aparece logo atrás, com 45% de rejeição entre o eleitorado consultado.

A lista de rejeição segue com Michelle Bolsonaro, que registra 31%. Na sequência, aparecem nomes como Romeu Zema (Novo), com 18%, Renan Santos (Missão), com 16%, e Ronaldo Caiado (PSD), com 15%.

Para a cientista política e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Mayra Goulart, a pesquisa indica uma interrupção no processo de transferência de votos do ex-presidente Jair Bolsonaro para o senador Flávio Bolsonaro.

Segundo ela, até então o parlamentar “jogava parado”, apenas recebendo os votos transferidos pelo pai. “A partir desse escândalo, ele deixa de ser uma figura vazia e passa a ser uma figura que tem sua própria rejeição, suas próprias idiossincrasias, que podem dificultar essa transferência de voto”, afirmou.

Rejeição eleitoral detalhada por pré-candidato

  • Flávio Bolsonaro: 46%
  • Lula (PT): 45%
  • Michelle Bolsonaro (PL): 31%
  • Romeu Zema (Novo): 18%
  • Cabo Daciolo (Mobiliza): 18%
  • Renan Santos (Missão): 16%
  • Rui Costa Pimenta (PCO): 16%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 15%
  • Aldo Rebelo (DC): 15%
  • Samara Martins (UP): 13%
  • Hertz Dias (PSTU): 12%
  • Augusto Cury (Avante): 11%

Na pesquisa anterior, realizada em 16 de maio, Lula liderava com 47% de rejeição, enquanto Flávio Bolsonaro registrava 43%. Em abril, ambos estavam empatados tecnicamente, com o petista em 48% e o filho do ex-presidente em 46%.

Desconhecimento público sobre nomes da direita

O levantamento mostra que Michelle Bolsonaro possui menor nível de conhecimento público do que o enteado. Cerca de 13% dos entrevistados não sabem quem ela é, enquanto apenas 7% desconhecem Flávio Bolsonaro.

Outros nomes, como Ronaldo Caiado e Romeu Zema, ainda enfrentam alto índice de desconhecimento. Caiado é ignorado por 52% dos eleitores, enquanto Zema é desconhecido por 53% da amostra.

Impacto político do caso Banco Master

Esta é a primeira pesquisa realizada integralmente após a revelação de conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre os dias 20 e 22 de maio, com margem de erro de dois pontos percentuais.

Áudios divulgados recentemente mostraram uma relação de proximidade entre o senador e o banqueiro, em meio a episódios de fraude financeira envolvendo a instituição. O discurso de Flávio sobre o caso mudou, visto que, até a semana anterior, ele negava qualquer relação com Vorcaro.

O cenário político brasileiro segue em transformação, acompanhando movimentos como o avanço do Clarity Act no Senado, que impacta diretamente as discussões sobre regulação financeira e transparência no mercado.

Fonte: G1