O partido Cidadania aprovou nesta sexta-feira (22) a proposta de lançar a pré-candidatura presidencial do deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) dentro da federação que integra com o PSDB e o Solidariedade. O nome do tucano, que preside o PSDB nacional, será submetido à análise das demais siglas em reunião conjunta agendada para a próxima terça-feira (26).

A decisão foi tomada por unanimidade pela Executiva Nacional do Cidadania, sob a liderança do presidente nacional da legenda e vice-presidente da federação, deputado federal Alex Manente (Cidadania-SP). O movimento busca consolidar uma alternativa política para o pleito de 2026.
Manente defende Aécio como alternativa para superar polarização
Para Alex Manente, o deputado tucano representa a alternativa da terceira via capaz de “superar a polarização” e “recolocar o foco nos problemas reais do país”. Em nota oficial, o dirigente destacou que Aécio possui as “condições” necessárias para liderar uma agenda focada em responsabilidade fiscal, fortalecimento das instituições e crescimento sustentável, resgatando sua trajetória política em Minas Gerais e no cenário nacional.
O cenário eleitoral do PSDB passou por mudanças recentes. No início do mês, a sigla avaliava o nome de Ciro Gomes, que acabou confirmando sua candidatura ao governo estadual. Na última quarta-feira (20), o PSDB do Rio Grande do Sul oficializou o apoio à candidatura de Aécio Neves. O parlamentar afirmou que o partido segue buscando alternativas para o Brasil.
“O PSDB continuará debatendo, inclusive com a participação de Ciro Gomes, do Senador Tasso Jereissati e de outras lideranças partidárias, alternativas para o Brasil nesse momento em que a polarização e o radicalismo vêm impedindo a apresentação de um projeto consistente de retomada do desenvolvimento econômico e social do país”, declarou Aécio Neves em nota.
Rejeição eleitoral e reflexos de diálogos de Flávio Bolsonaro
A movimentação em torno do nome de Aécio ganha força após o vazamento de diálogos entre o senador Flávio Bolsonaro e o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro. O episódio gerou instabilidade no campo da direita, com integrantes do centrão monitorando o desempenho do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Dados recentes do Datafolha indicam que Flávio Bolsonaro e Lula lideram rejeição eleitoral com 46% e 45%, respectivamente. A pesquisa, realizada entre 20 e 22 de maio com 2.004 entrevistados, reflete o impacto das revelações sobre a proximidade entre o senador e o banqueiro, caso que envolve denúncias de fraude financeira. O discurso de Flávio sobre sua relação com Vorcaro apresentou contradições ao longo dos últimos dias.
Fonte: G1