A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda projetou, nesta sexta-feira (29), uma desaceleração no ritmo de expansão da atividade econômica para os próximos trimestres. O anúncio ocorre logo após o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmar que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 1,1% no primeiro trimestre deste ano, atingindo R$ 3,3 trilhões em valores correntes.
Apesar da expectativa de arrefecimento, a pasta manteve a estimativa de crescimento de **2,3% para o PIB de 2026**. O governo sustenta essa projeção na expansão esperada para os setores de indústria e serviços, que devem compensar a desaceleração prevista na agropecuária.
“No segundo e terceiro trimestres, o crescimento na margem deverá desacelerar, com a dissipação do efeito de políticas públicas sendo parcialmente compensada pela redução do custo do crédito. No quarto trimestre é esperado uma retomada à medida que a indústria manufatureira ganhe tração em resposta à flexibilização monetária [corte de juros pelo Banco Central] em curso”, avaliou o Ministério da Fazenda.

Indústria supera expectativas no primeiro trimestre
Segundo a SPE, o resultado de **1,1% registrado** nos três primeiros meses do ano ficou marginalmente acima do que havia sido projetado pelo governo. A composição do Crescimento, contudo, apresentou mudanças em relação ao cenário inicialmente previsto.
A indústria surpreendeu positivamente, enquanto os setores de serviços e agropecuária registraram desempenho ligeiramente abaixo do esperado. O governo destacou que a absorção doméstica foi o principal motor da economia no período, impulsionada pela recuperação da formação bruta de capital fixo e pela aceleração do consumo das famílias.
“Pela ótica da demanda, o destaque do primeiro trimestre foi a forte recuperação da formação bruta de capital fixo e a aceleração do consumo das famílias. No setor externo, por sua vez, as exportações recuaram, enquanto as importações avançaram, configurando contribuição negativa do setor externo para o crescimento no trimestre. O resultado indica, portanto, que a absorção doméstica foi o principal motor do crescimento no período, compensando o setor externo”, avaliou o governo.
Brasil mantém posição entre maiores economias do G20
O Ministério da Fazenda também apresentou um comparativo internacional do desempenho econômico. Entre os países do G20 que já divulgaram os dados do primeiro trimestre de 2026, o Brasil ocupa a **quarta posição na variação trimestral**.
No que diz respeito à comparação interanual, o país figura na sexta posição. Já no acumulado dos últimos quatro trimestres, o Brasil ocupa o quinto lugar entre as maiores economias do grupo, mantendo um ritmo de atividade que o governo considera resiliente diante do cenário global.
Fonte: G1