Fachin afirma que Judiciário aguarda comunicação oficial sobre em contexto de Política Econômica Fachin afirma que Judiciário aguarda comunicação oficial sobre em contexto de Política Econômica

Fachin afirma que Judiciário aguarda comunicação oficial sobre

Fachin diz que Judiciário aguarda notificação sobre facções. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ),…

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, afirmou nesta terça-feira (2) que o Judiciário brasileiro ainda não recebeu nenhuma comunicação oficial sobre a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

Segundo o ministro, o tema é tratado, neste momento, no âmbito da Política internacional, envolvendo a diplomacia brasileira. Fachin ressaltou que o Poder Judiciário aguarda o recebimento de notificações formais para que, se necessário, o CNJ possa avaliar as medidas cabíveis.

Designação dos EUA impacta as relações diplomáticas com o Brasil

A designação das facções brasileiras como organizações terroristas globais foi anunciada pelo governo dos EUA na última quinta-feira (29) e deve entrar em vigor na próxima sexta-feira (5). O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, justificou a medida apontando que os grupos são responsáveis por ataques violentos contra civis e autoridades, além de possuírem redes ilícitas que ultrapassam as fronteiras do Brasil.

Existe uma preocupação no governo brasileiro sobre possíveis desdobramentos da medida, como a abertura de brechas para intervenções em território nacional e a aplicação de sanções econômicas.

CNJ contabiliza 13 mil ações penais contra facções e milícias

Durante a entrevista, Fachin destacou que o CNJ tem adotado medidas internas para o combate às organizações criminosas. Entre as iniciativas, o ministro citou:

  • Painel Nacional do Crime Organizado:Lançado em março, o sistema centraliza dados processuais sobre facções e milícias, contabilizando mais de 13 mil ações penais em curso.
  • Rede de magistrados:Está prevista para agosto a criação de uma rede nacional de juízes voltada ao aprimoramento da segurança dos magistrados que atuam em processos contra o crime organizado.
  • Sistema prisional:O CNJ busca viabilizar, junto ao BNDES, o financiamento de reformas em estabelecimentos penitenciários nos 27 estados, com o objetivo de melhorar as condições de habitabilidade e romper o vínculo entre a população carcerária e as facções que operam fora dos presídios.

Fonte: G1