Moraes determina que Brasil inicie trâmites para extradição de Carla Zambelli em contexto de Política Econômica Moraes determina que Brasil inicie trâmites para extradição de Carla Zambelli em contexto de Política Econômica

Moraes determina que Brasil inicie trâmites para extradição de Carla Zambelli

Ministro Alexandre de Moraes ordena que governo brasileiro inicie trâmites diplomáticos para extraditar a ex-deputada Carla Zambelli da Itália ao Brasil.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o Ministério da Justiça e o Ministério das Relações Exteriores iniciem as providências para efetivar a extradição da ex-deputada Carla Zambelli. A decisão, assinada na segunda-feira (18) e divulgada nesta quarta-feira (20), ocorre após a Corte de Roma, na Itália, autorizar o envio da parlamentar ao Brasil.

Condenações somam mais de 15 anos de reclusão

Carla Zambelli foi condenada pelo STF em dois processos distintos. A ex-deputada cumpre pena de 10 anos e 8 meses de reclusão por invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça e inserção de documentos falsos. Além disso, ela possui condenação de 5 anos e 3 meses por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, referente ao episódio em 2022 em que perseguiu um homem armada.

A ex-deputada encontra-se detida na Itália desde julho de 2025, após ter sido presa pelo Escritório Central Nacional da Interpol em Roma. Ela deixou o Brasil antes do trânsito em julgado das condenações.

STF formaliza garantias à justiça italiana

Durante o processo na Itália, autoridades locais solicitaram esclarecimentos sobre as condições carcerárias brasileiras. O STF formalizou garantias assegurando que a Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, oferece os padrões necessários de segurança, assistência médica e salubridade para o cumprimento da pena.

Embora a Corte de Roma tenha deferido o pedido de extradição em março, a defesa de Zambelli mantém recursos em análise na justiça italiana. Os advogados da ex-parlamentar argumentam que houve parcialidade por parte do ministro Alexandre de Moraes e alegam ausência de provas suficientes nos processos. Após a perda do mandato, decretada pelo STF em dezembro de 2025, Zambelli renunciou ao cargo, sendo substituída pelo suplente Adilson Barroso.

Fonte: Estadão