Petróleo registra forte queda com expectativa de acordo entre EUA e Irã em contexto de Política Econômica Petróleo registra forte queda com expectativa de acordo entre EUA e Irã em contexto de Política Econômica

Petróleo registra forte queda com expectativa de acordo entre EUA e Irã

Petróleo registra forte queda com expectativa de acordo diplomático entre Estados Unidos e Irã e expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz.

Os preços do petróleo encerraram o pregão desta quarta-feira (20) com quedas expressivas, pressionados pelo otimismo dos investidores em relação a um possível acordo diplomático entre Estados Unidos e Irã. A expectativa de que as negociações possam resultar na reabertura do Estreito de Ormuz dominou o sentimento do mercado financeiro global.

Brent e WTI recuam mais de 5%

O petróleo tipo Brent, referência internacional, fechou em queda de 5,62%, cotado a US$ 105,02 por barril na Intercontinental Exchange (ICE). Já o WTI, referência americana, recuou 5,66%, encerrando o dia a US$ 98,26 por barril na New York Mercantile Exchange (Nymex).

O movimento de baixa foi intensificado após declarações do presidente americano, Donald Trump. “As tratativas com o governo iraniano estão na fase final”, afirmou o mandatário. Trump ressaltou que, embora espere por um desfecho positivo, o país está preparado para outras medidas caso o acordo não se concretize.

Mediação paquistanesa nas conversas

O mercado já operava em queda desde o início do dia, impulsionado por relatos de que autoridades do Paquistão teriam viajado ao Irã para mediar as conversas com os Estados Unidos. Especulações sobre uma possível visita do chefe do exército paquistanês ao território iraniano para anunciar os termos finais do acordo também contribuíram para a volatilidade dos preços.

Impacto direto no setor de açúcar e etanol

A desvalorização do petróleo gerou reflexos diretos em outras commodities. No mercado de açúcar, o contrato para julho na Bolsa de Nova York recuou 1,87%. A queda do petróleo reduz a competitividade do etanol, levando usinas a priorizarem a produção de açúcar, o que aumenta a oferta global do adoçante e pressiona as cotações.

O mercado de algodão também sentiu o impacto, com recuo de 0,89% nos contratos futuros. Este movimento foi somado à valorização do dólar frente a outras moedas, tornando a commodity mais cara para compradores estrangeiros e acentuando a pressão vendedora nos pregões.

Fonte: Globo