A farmacêutica EMS anunciou o registro do medicamento Ozivy pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O produto, uma nova caneta emagrecedora que utiliza semaglutida sintética, tem a expectativa de comercializar mais de 1 milhão de unidades no primeiro ano, com um faturamento superior a R$ 500 milhões.
Marcus Sanchez, vice-presidente da companhia, afirmou que a empresa pretende concentrar esforços na produção do Ozivy, visando disponibilizá-lo no mercado em até 30 dias. No lançamento, a EMS prevê distribuir 350 mil unidades em redes farmacêuticas.
Semaglutida sintética: como funciona
A semaglutida é descrita como uma substância análoga a hormônios intestinais que aumenta a sensação de saciedade e retarda o esvaziamento gástrico, contribuindo para a perda de peso. A semaglutida sintética utilizada no Ozivy é produzida em laboratório, replicando a estrutura da molécula original. Estudos de bioequivalência foram apresentados à Anvisa para comprovar que a versão sintética age de forma similar à biológica no organismo.
Acessibilidade e produção
A EMS busca se posicionar como uma alternativa para médicos e pacientes, ampliando o acesso ao tratamento. Embora o preço final ainda não tenha sido definido, a empresa declarou que focará em acessibilidade, oferecendo condições vantajosas no início do tratamento e um valor competitivo em relação a produtos já existentes no mercado. A farmacêutica também visa atender à demanda atualmente suprida por canais informais e produtos não regularizados.
A empresa destaca que possui capacidade produtiva relevante, com duas linhas de produção que podem fabricar até 40 milhões de canetas por ano, e trabalha para garantir o abastecimento e evitar desabastecimento diante da incerteza sobre o comportamento da demanda.
Inovação e expansão
O lançamento do Ozivy representa um avanço na plataforma de peptídeos da EMS, que recebeu investimentos superiores a R$ 1,2 bilhão na última década. A companhia aposta que a entrada no mercado de semaglutida reforçará seu posicionamento em inovação, escala e ampliação de acesso a medicamentos.
Fonte: Estadão