A dívida pública Federal atingiu o patamar de **R$ 8,633 trilhões** ao final de março, conforme dados oficiais do Tesouro Nacional. O valor representa uma queda nominal de 2,34% em relação ao mês anterior, mantendo o indicador dentro da meta anual estabelecida entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.
O que você precisa saber
- O estoque total da dívida recuou 2,34% frente a fevereiro, somando R$ 8,633 trilhões.
- O indicador permanece abaixo dos limites anuais, garantindo margem para a gestão fiscal.
- A reserva de liquidez caiu para R$ 885,42 bilhões, volume suficiente para cobrir os compromissos dos próximos 5,69 meses.
Composição dos vencimentos
A Dívida Pública Mobiliária Federal Interna somou R$ 8,301 trilhões, com redução de 2,46%. Por outro lado, a dívida externa registrou alta de 0,61%, totalizando R$ 331,64 bilhões — cerca de US$ 63,54 bilhões.
As emissões atingiram R$ 93,30 bilhões, enquanto os resgates somaram R$ 398,68 bilhões. Esse cenário gerou um resgate líquido de R$ 305,39 bilhões, com o volume de vencimentos para o próximo ano subindo para **19,52%** do total.
Investidores e custos da dívida
A fatia de investidores não residentes na dívida interna teve leve recuo, passando de 10,75% para 10,70% em março. O grupo detém, atualmente, o montante de R$ 888,66 bilhões em papéis.
O custo médio do estoque da dívida em 12 meses subiu para **12,20% ao ano**. A gestão desses indicadores é fundamental para a percepção de solvência do país e o controle do risco nas contas públicas.
Distribuição por indexadores
Os títulos pós-fixados compõem 47,71% do total, mantendo-se dentro da meta do Plano Anual de financiamento para 2026. Os prefixados respondem por 21,80% e os papéis atrelados a índices de preços por 26,67%.
A parcela de títulos cambiais fechou em 3,83%. O Tesouro monitora de perto essas variações para assegurar a sustentabilidade do endividamento frente aos debates sobre a disciplina fiscal do governo.
Fonte: Globo