Governo federal estabelece limites para juros do crédito consignado privado em contexto de Finanças do Brasil Governo federal estabelece limites para juros do crédito consignado privado em contexto de Finanças do Brasil

Governo federal estabelece limites para juros do crédito consignado privado

Governo limita juros do crédito consignado privado no Brasil. O que você precisa saber O governo federal estabeleceu novas diretrizes para coibir taxas…

O que você precisa saber

  • O governo federal estabeleceu novas diretrizes para coibir taxas dejurosconsideradas abusivas no crédito consignado privado.
  • A medida impõe limites baseados no desvio padrão de mercado, punindo instituições que excedam os patamares técnicos definidos.
  • O programa, que já movimentou R$ 121 bilhões, busca conter o avanço da inadimplência no setor, que saltou para 6,6%.

Regras de cálculo e fiscalização

O Comitê Gestor das Operações de Crédito Consignado determinou uma taxa de referência para balizar as cobranças, afastando a prática de valores excessivamente elevados. Embora não tenha fixado um teto nominal único, a nova norma estabelece que o Custo Efetivo Total (CET) deve manter uma diferença máxima de 1 ponto percentual em relação aos juros nominais do contrato.

Penalidades para instituições financeiras

Os bancos que descumprirem os novos limites poderão ser notificados e até suspensos de operar pelo programa Crédito do Trabalhador. Atualmente, a taxa média praticada nesta modalidade de crédito é de 3,66% ao mês.

Estimativas e impacto no mercado

Analistas do BTG Pactual projetam que o teto implícito para os juros deva se estabilizar em 4,98% ao mês, com o CET máximo alcançando 5,98%. O relatório destaca que, embora a regra não seja um limite explícito, ela gera incertezas sobre a evolução das taxas no longo prazo.

Crescimento da modalidade

O programa atingiu um saldo de R$ 101,6 bilhões em março de 2026, consolidando um crescimento de 142,4% em 12 meses. Atualmente, a linha atende 9 milhões de trabalhadores por intermédio de 97 instituições financeiras.

Cenário de endividamento das famílias

A iniciativa responde a um quadro de preocupação com o nível de endividamento das famílias, que atingiu 49,9% em fevereiro, recorde da série histórica iniciada em 2005. A inadimplência no setor subiu de 4,9% para 6,6% no intervalo entre novembro de 2025 e março de 2026.

Próximos passos do governo

O Executivo planeja integrar as novas diretrizes a um programa de renegociação de dívidas que será detalhado ainda nesta semana. O objetivo é atenuar os impactos do custo do endividamento na renda das famílias brasileiras.

Fonte: G1