O Comitê de política monetária reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, fixando o patamar em **14,50% ao ano**. Com a decisão já assimilada pelos investidores, o foco do mercado financeiro agora se volta para a reação do Ibovespa e dos juros futuros no pregão desta quinta-feira.
No exterior, o fundo EWZ, que replica o desempenho das principais ações brasileiras, registrou alta de 0,39%, atingindo US$ 38,80. Segundo a economista do BTG Pactual, Iana Ferrão, o Ibovespa deve apresentar uma reação amena, mantendo-se mais dependente das oscilações do cenário externo do que da própria decisão de política monetária.
Curva de juros futuros mantém cautela com incertezas externas
A equipe da Warren Rena projeta um movimento moderado na curva de juros, considerando a precificação atual de um ciclo de cortes mais curto. Para os estrategistas, as incertezas globais superam o impacto direto da decisão do Banco Central.
Na última quarta-feira, a taxa de Depósito Interfinanceiro para janeiro de 2027 subiu 9 pontos-base, fechando a 14,205%. Já o contrato de longo prazo, para janeiro de 2036, encerrou o dia a 13,820%, um avanço de 22 pontos-base em relação ao ajuste anterior.
Dólar e o diferencial de juros no cenário doméstico
O dólar à vista encerrou a sessão cotado a R$ 5,0018, apresentando alta de 0,39% e acompanhando o movimento do DXY. Felipe Izac, sócio da Nexgen Capital, avalia que o real deve continuar sendo beneficiado pelo carry trade, dado que o diferencial de juros no Brasil permanece elevado.
A decisão do Copom foi unânime e está em linha com as expectativas do mercado. “O Copom decidiu reduzir a taxa básica de juros para 14,50% a.a. e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante”, afirmou o comunicado oficial.
Projeções de inflação sobem para 2026
Além do corte, os diretores do Banco Central elevaram as expectativas para a inflação. A projeção para o IPCA em 2026 subiu de 3,9% para **4,6%**, superando o teto da meta estabelecida em 4,5%. Para o quarto trimestre de 2027, a estimativa foi ajustada de 3,3% para 3,5%.
O colegiado reforçou que o cenário externo permanece incerto, citando a duração e os desdobramentos do conflito no Oriente Médio como fatores de risco. A decisão também busca, segundo o BC, a suavização das flutuações do nível de atividade econômica e o fomento do pleno emprego.
Fonte: Moneytimes