O Senado Federal rejeitou, nesta quarta-feira, a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. O resultado representa uma derrota significativa para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sendo a primeira vez desde 1894 que um nome indicado pelo Executivo para a Corte é barrado pelos parlamentares.
Placar de 42 votos contrários define rejeição
Para que a indicação fosse aprovada, Messias precisava do apoio de, no mínimo, 41 dos 81 senadores. No entanto, o plenário registrou 42 votos contrários e apenas 34 favoráveis. O desfecho já havia sido antecipado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que, pouco antes da votação, previu a derrota ao líder do governo, senador Jacques Wagner, estimando uma diferença de oito votos.
CCJ aprovou indicação antes de barreira no plenário
Apesar da rejeição no plenário, o nome de Jorge Messias havia passado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, onde foi aprovado por 16 votos a 11. A indicação visava preencher a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que se aposentou antecipadamente em outubro de 2025.
Durante a tramitação, o relator da indicação, senador Weverton Rocha, defendeu a aptidão técnica do jurista e criticou o que classificou como um embate político que ultrapassava a análise de competência para o cargo. Rocha argumentou que o Senado deveria focar exclusivamente na capacidade do indicado para exercer a função no Supremo.
Fonte: Infomoney