Laptops modernos equipados com chips de inteligência artificial autônoma. Laptops modernos equipados com chips de inteligência artificial autônoma.

Empresas de tecnologia desenvolvem computadores com IA autônoma

Nvidia, Microsoft e Google desenvolvem computadores com agentes de IA autônoma para realizar tarefas complexas sem a necessidade de intervenção humana.

Gigantes da tecnologia buscam há uma década criar computadores capazes de realizar tarefas complexas sem intervenção constante do usuário. Embora assistentes como Alexa e Siri tenham se limitado a funções básicas, como definir alarmes, o setor aposta em uma nova fase de automação.

Nvidia, Microsoft e Google apresentam tecnologias que prometem reduzir a dependência de teclados e mouses. O foco atual reside em chips, laptops e softwares projetados para alimentar agentes de inteligência artificial que executam processos complexos de forma independente.

O objetivo da autonomia digital

“O objetivo final é descobrir: ‘Como posso simplesmente dizer ao computador o que quero que ele faça e, em seguida, fazer com que ele faça?'”, disse Bob O’Donnell, fundador e analista-chefe da empresa de pesquisa tecnológica Technalysis.

A Nvidia e a Microsoft trabalham na reformulação do Windows para integrar esses recursos. Em 1º de junho, a Nvidia revelou o chip RTX Spark, voltado para laptops, que permite a execução de agentes de IA sem necessidade de conexão com a nuvem. Fabricantes como Dell, HP e Lenovo planejam lançar dispositivos com essa tecnologia no segundo semestre.

A evolução dos agentes de IA

O Google também prepara ferramentas que sugerem ações contextuais, como o agendamento de reuniões ao detectar datas em e-mails. A mudança de paradigma foi impulsionada pela popularização dos grandes modelos de linguagem, como o ChatGPT, que elevaram a capacidade de compreensão de preferências pessoais.

O OpenClaw, agente de IA que ganhou destaque entre desenvolvedores, exemplifica essa transição ao executar programas e concluir solicitações sem supervisão constante. Profissionais utilizam a ferramenta para pesquisas em computadores dedicados, monitorando o progresso via mensagens de texto.

Desafios para o mercado de massa

“As coisas estão bem diferentes agora porque mais pessoas se acostumaram a usar serviços como ChatGPT, Gemini ou Anthropic”, afirmou David Naranjo, diretor associado da Counterpoint Research. A Microsoft, por exemplo, anunciou o agente Scout para o Microsoft 365, utilizando a tecnologia do OpenClaw.

Apesar do avanço, especialistas alertam que a adoção em massa enfrenta barreiras. O alto custo dos novos laptops e a falta de uma utilidade indispensável para o consumidor comum ainda são desafios significativos para empresas como a Nvidia e a Microsoft.

“Ainda não se tornou indispensável, certo? E acho que é aí que reside o desafio para a Nvidia, a Microsoft e outras empresas”, pontuou Naranjo. Além disso, a confiança na execução de tarefas críticas, como compras financeiras, permanece como uma questão central.

“Há uma série de questões que precisam ser resolvidas antes que isso se torne um produto de mercado de massa”, disse Jitesh Ubrani, gerente de pesquisa da International Data Corporation. “Mas estamos no caminho certo? Sim.”

Fonte: Cnnbrasil