A Câmara Municipal de São Paulo aprovou, na última quarta-feira (20), um projeto de lei que estabelece novas normas para a realização da Parada do Orgulho LGBTQIA+. A proposta visa transferir o evento para um local fechado e restringir a presença de crianças e adolescentes no espaço.
O texto, de autoria do vereador Rubinho Nunes (União), ainda passará por uma segunda discussão no plenário da Casa Legislativa antes de seguir para a sanção do prefeito Ricardo Nunes (MDB).
Transferência para local fechado e argumentos de trânsito
Historicamente realizada na Avenida Paulista, a Parada passaria por uma mudança de endereço caso a norma entre em vigor. O projeto de lei defende que o evento seja transferido para um ambiente privado sob a justificativa de que a ocupação da via pública “causa distúrbios no trânsito e constrangimento ao público que não se identifica com as pautas propostas pelo dito movimento”.
O autor da proposta complementa a justificativa afirmando que a ocupação do espaço público apresenta riscos aos menores. “A realização dos eventos referidos nesta Lei em espaços abertos pode causar embaraços a pais que estejam acompanhando seus filhos crianças ou adolescentes e não sejam adeptos à causa defendida pelos manifestantes”, declarou o vereador.
Votação simbólica e oposição parlamentar
A aprovação no plenário ocorreu por meio de votação simbólica, o que gerou resistência imediata de um grupo de parlamentares. Entre os vereadores que se manifestaram contrários à proposta estão Alessandro Guedes (PT), Amanda Paschoal (PSOL), Eliseu Gabriel (PSB), João Ananias (PT), Keit Lima (PSOL), Luana Alves (PSOL), Luna Zarattini (PT), Professor Toninho Vespoli (PSOL), Renata Falzoni (PSB) e Silvia da Bancada Feminista (PSOL).

O debate sobre o uso do espaço público em São Paulo reflete tensões políticas recorrentes na capital. Discussões sobre a gestão de áreas urbanas frequentemente envolvem impasses sobre destinações para infraestrutura e a permissão para eventos de grande porte em vias de alta circulação.
Fonte: Cnnbrasil