O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na noite da última quarta-feira (27), a Proposta de Emenda à Constituição que altera a escala de trabalho padrão de 6 dias trabalhados por 1 de folga para 5 por 2. A medida também estabelece a redução da carga horária semanal de 44 para 40 horas, consolidando uma mudança significativa nas relações trabalhistas brasileiras.
O texto aprovado em dois turnos é fruto de uma proposta apresentada originalmente em 2019. A articulação política foi decisiva para o avanço da matéria, resultado de um acordo costurado entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara, Hugo Motta. Com a aprovação por ampla maioria, o projeto segue agora para análise no Senado Federal, onde o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, deve pautar a votação.
Acordo político entre Planalto e Câmara viabiliza a PEC
A tramitação da PEC ganhou tração após o consenso entre lideranças do governo e da Câmara. A proposta busca modernizar a jornada de trabalho, atendendo a uma demanda antiga de trabalhadores por mais tempo de descanso. A expectativa é que o debate no Senado mantenha o ritmo acelerado observado na Câmara, visando a conclusão da análise legislativa ainda no primeiro semestre.
Ana Flor detalha bastidores e desafios da nova jornada
O podcast O Assunto, apresentado por Natuza Nery, trouxe a jornalista Ana Flor para detalhar os bastidores dessa construção Política. A colunista, que acompanhou de perto as negociações, destacou que o debate envolveu diversos setores organizados da sociedade e economistas, que avaliaram os pontos positivos e os desafios operacionais da implementação da nova jornada.
A discussão sobre a jornada de trabalho reflete as mudanças nas dinâmicas produtivas do país. Enquanto o governo defende a medida como um avanço social, especialistas apontam que a transição exigirá adaptações contratuais em diversos setores da economia, especialmente naqueles que operam em regime de escala contínua.

Fonte: G1