As principais bolsas da Europa encerraram o pregão desta quarta-feira (29) em terreno negativo. O movimento foi impulsionado pela cautela dos investidores diante da escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, que mantém o preço do petróleo em trajetória de alta, e pela expectativa em torno das decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed), do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BoE).
Petróleo supera US$ 117 e pressiona títulos soberanos
O petróleo tipo Brent superou a marca de US$ 117 por barril, refletindo a ausência de sinais de desescalada no conflito e o impasse sobre o Estreito de Ormuz. Relatos indicam que o Governo americano estaria se preparando para um bloqueio prolongado contra o Irã. A valorização dos preços de energia tem pressionado as taxas de títulos soberanos europeus, que atingiram seus maiores patamares em três semanas, e elevado preocupações sobre a inflação e o crescimento econômico.
Mercado monitora decisões de política monetária
O mercado aguarda a decisão do Fed nesta tarde, enquanto as definições do BCE e do BoE estão previstas para quinta-feira (30). Analistas do Bank of America projetam que o BCE manterá os juros, com possibilidade de aumentos em junho e julho. Para o Banco da Inglaterra, a expectativa é de manutenção, com foco na divisão dos votos dos dirigentes.
Resultados corporativos marcam desempenho das bolsas
A temporada de balanços trouxe resultados distintos para as empresas listadas no mercado financeiro:
- Adidas:As ações subiram cerca de 8% a 9% após a companhia superar as projeções delucroe vendas.
- UBS:Os papéis avançaram entre 3% e 3,5% com lucro acima do esperado.
- Deutsche Bank:Recuou cerca de 1,7% a 1,9%, mesmo após reportar lucro recorde, devido a provisões maiores que o previsto para perdas decrédito.
- Santander:Apresentou alta de 1,2% impulsionado por resultados sólidos e venda de ativos.
Além do cenário corporativo, indicadores econômicos reforçaram a cautela, com o índice de sentimento econômico da zona do euro caindo para 93 pontos em abril e a inflação anual na Espanha acelerando para 3,5%.
Fonte: Globo