Os mercados asiáticos encerraram a sessão desta sexta-feira (29) com desempenho misto, impulsionados por recordes históricos atingidos no Japão e na Coreia do Sul. O otimismo dos investidores foi sustentado pela expectativa de prorrogação do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã por 60 dias, um movimento que visa reduzir tensões no Estreito de Ormuz.
Nikkei sobe 2,53% e Kospi avança 3,55%
No Japão, o índice Nikkei avançou 2,53%, atingindo a marca inédita de 66.329,50 pontos. O desempenho foi impulsionado por ações do setor eletrônico e por dados de inflação subjacente em Tóquio, que apresentaram um ritmo de crescimento mais contido do que o previsto pelo mercado. No acumulado de maio, o índice japonês registrou alta de 12%.
A Coreia do Sul acompanhou o movimento positivo com o índice Kospi subindo 3,55% e fechando em 8.476,15 pontos, um novo recorde. O setor de semicondutores foi o principal motor da alta, com destaque para a Samsung Electronics, que saltou 5,84%. Ao longo do mês, o Kospi acumulou uma valorização de 28%.
Quedas na China e ganhos em Hong Kong
Na contramão do otimismo regional, as bolsas da China continental encerraram o dia no campo negativo. O índice CSI 300 recuou 0,5%, enquanto o Xangai Composto teve queda de 0,73%. O setor de semicondutores foi o mais afetado, pressionado por uma onda de realização de lucros que superou 5% de baixa. O índice Shenzhen Composto também recuou, fechando em queda de 1,90%.
Em Hong Kong, o cenário foi distinto: o índice Hang Seng subiu 0,70%, impulsionado pelas ações da Lenovo, que saltaram mais de 20% após o desempenho positivo da Dell no mercado internacional, reflexo da demanda global por inteligência artificial.
Acordo entre EUA e Irã influencia fluxos globais
A volatilidade nos mercados permanece no radar dos analistas, que observam uma migração de capital de setores com alta performance para segmentos de menor desempenho. O possível acordo entre EUA e Irã, que ainda aguarda confirmação pública iraniana e aprovação final do presidente Donald Trump, é visto como um fator de alívio para os ativos de risco, dado o impacto estratégico do Estreito de Ormuz no fluxo global de petróleo.
Fonte: Globo