Fachada de uma unidade do Assaí Atacadista. Fachada de uma unidade do Assaí Atacadista.

Assaí sobe 1,70% após JPMorgan elevar recomendação para neutro

As ações do Assaí avançam 1,70% após o JPMorgan elevar a recomendação do papel e ajustar o preço-alvo, citando uma melhora na perspectiva operacional.

As ações do Assaí (ASAI3) registraram alta de 1,70% no pregão, cotadas a R$ 9,58, após o JPMorgan elevar a recomendação do papel de underweight para equal-weight. A instituição financeira também revisou o preço-alvo da companhia de R$ 9,50 para R$ 11, sinalizando uma perspectiva mais otimista para o varejista.

A revisão reflete um aumento nas estimativas de lucro por ação de 20% para 2026 e de 12% para 2027. Atualmente, o ativo negocia a cerca de 15 vezes o lucro estimado para 2026 e 9 vezes para 2027, conforme os dados do banco.

Inflação de alimentos reduz pressão operacional no Assaí

O JPMorgan aponta que a inflação de alimentos surpreendeu positivamente nos últimos meses. A expectativa é que o indicador não entre em território negativo no segundo trimestre de 2026, o que alivia a pressão sobre as vendas e a alavancagem operacional da rede.

Com esse cenário, o banco projeta uma melhora gradual no desempenho ao longo do ano, com a recuperação das vendas mesmas lojas. O movimento ocorre em um momento de atenção do mercado com as taxas de juros e seus impactos no setor de consumo.

Grupo Mateus enfrenta produtividade menor e margens pressionadas

Em relação ao Grupo Mateus (GMAT3), o JPMorgan reiterou a recomendação equivalente à venda. O banco justifica a posição pelo desempenho inferior da varejista, que reflete menor produtividade e um consumo mais fraco em suas principais regiões de atuação.

As estimativas para a companhia foram cortadas, com projeção de vendas mesmas lojas fracas no primeiro semestre de 2026. A desalavancagem operacional deve pressionar as margens, enquanto a geração de fluxo de caixa livre permanece limitada e volátil, podendo reduzir o ritmo de expansão da rede.

GPA mantém recomendação de venda com alavancagem elevada

No caso do GPA (PCAR3), o JPMorgan mantém visão cautelosa e recomendação underweight. A tese de investimento segue pressionada pela elevada alavancagem financeira e pelo crescimento lento da companhia.

O grupo atravessa um processo de reestruturação extrajudicial enquanto lida com vendas fracas e a desaceleração no tíquete médio. Embora a empresa apresente ganhos de margem decorrentes de cortes de custos, o banco avalia que os desafios estruturais ainda prevalecem.

Fonte: Infomoney