Governo brasileiro classifica como 'injusta' proposta de tarifa de 25% dos EUA em contexto de Política Econômica Governo brasileiro classifica como 'injusta' proposta de tarifa de 25% dos EUA em contexto de Política Econômica

Governo brasileiro classifica como ‘injusta’ proposta de tarifa de 25% dos EUA

O vice-presidente Geraldo Alckmin criticou a proposta de tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros, defendendo o PIX e avanços ambientais.

O governo brasileiro manifestou indignação diante da recomendação do Escritório de Comércio dos Estados Unidos de aplicar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (2), o vice-presidente Geraldo Alckmin classificou a proposta como “injusta” e “descabível”, defendendo que o país buscará o caminho diplomático para evitar que as sanções sejam efetivadas.

Brasil rebate críticas sobre PIX e desmatamento

A investigação do órgão americano aponta que o Brasil adota práticas que restringem o comércio, citando o sistema PIX, o desmatamento, a pirataria e falhas no combate à corrupção. Alckmin rebateu as críticas, destacando que o PIX é um patrimônio tecnológico nacional que promove agilidade e inclusão financeira sem custos para a população. O secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, reforçou que o sistema é um símbolo da soberania financeira brasileira e não está em debate.

Sobre as questões ambientais, o vice-presidente ressaltou que o governo tem obtido resultados concretos, com a redução de mais de 50% nos índices de desmatamento na Amazônia. Alckmin também pontuou que o Brasil mantém um ambiente aberto para empresas estrangeiras e que a balança comercial entre os dois países é amplamente favorável aos Estados Unidos, que registram um superávit de 40 bilhões de dólares.

Consultas públicas definem medidas até 15 de julho

Apesar da recomendação, a implementação das tarifas não é imediata. O governo americano realizará consultas públicas e uma audiência sobre a medida no dia 6 de julho. O prazo limite para a definição de eventuais medidas corretivas é 15 de julho. O governo pretende manter articulações intensas, inclusive durante o feriado de Corpus Christi, para tentar reverter o cenário antes da decisão final.

Fonte: G1