Ibovespa recua e dólar sobe a R$ 5 com tensões geopolíticas e balanços corporativos em contexto de Finanças do Brasil Ibovespa recua e dólar sobe a R$ 5 com tensões geopolíticas e balanços corporativos em contexto de Finanças do Brasil

Ibovespa recua e dólar sobe a R$ 5 com tensões geopolíticas e balanços corporativos

O Ibovespa recua 2,05% aos 184.750 pontos e o dólar sobe para R$ 5,0014, pressionados por balanços da Vale e tensões geopolíticas entre EUA e Irã.

O mercado financeiro brasileiro encerrou a sessão desta quarta-feira (29) em tom de cautela. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em queda de 2,05%, aos 184.750 pontos. Paralelamente, o dólar comercial registrou alta de 0,40%, cotado a R$ 5,0014.

Vale registra lucro de US$ 1,9 bilhão abaixo das expectativas

O desempenho negativo da bolsa foi puxado, em grande parte, pelas ações da Vale (VALE3), que sofreram desvalorização após a divulgação de resultados do primeiro trimestre de 2026. Embora a mineradora tenha reportado lucro líquido de US$ 1,9 bilhão, o valor ficou abaixo das expectativas de analistas, sendo ofuscado por custos operacionais elevados. Outros setores, como o bancário e empresas como Weg e Assaí, também registraram perdas em meio à repercussão de balanços trimestrais.

Em contrapartida, as ações da Petrobras limitaram quedas mais acentuadas do índice, impulsionadas pela forte valorização do petróleo no mercado internacional. O barril do Brent chegou a superar a marca de US$ 119, reagindo ao cenário de incertezas no Oriente Médio.

Tensões geopolíticas e taxas de juros no radar

As tensões entre Estados Unidos e Irã permanecem no centro das atenções globais. O impasse nas negociações de paz e as restrições impostas pelo Irã à passagem de navios pelo Estreito de Ormuz mantêm o mercado em alerta quanto à oferta global de energia. O presidente americano, Donald Trump, reforçou o tom crítico em relação às propostas iranianas, aumentando a percepção de risco geopolítico.

No campo da Política monetária, o mercado aguarda as decisões de juros. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve a taxa inalterada entre 3,50% e 3,75% na última reunião sob o comando de Jerome Powell. No Brasil, a expectativa do mercado financeiro é de que o Comitê de Política Monetária reduza a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, levando-a a 14,5% ao ano.

Apesar do cenário de incerteza, o Ministério do Trabalho informou a criação de mais de 228 mil empregos com carteira assinada em março, um desempenho significativamente superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Fonte: G1