O que você precisa saber
- Kassab afirma que ambos os polos possuem rejeição superior a 40%.
- O líder do PSD defende que o eleitorado brasileiro busca uma alternativa fora da polarização atual.
- O partido descarta alianças com o PT e busca protagonismo com candidatura própria ao centro.
Desgaste político e demanda por mudança
O presidente do PSD, Gilberto Kassab, avalia que o cenário eleitoral de 2026 está aberto e aponta que nem o presidente Lula da Silva nem o senador Flávio Bolsonaro, representante do ex-presidente, devem vencer o próximo pleito. A declaração foi feita durante um evento do Lide, em São Paulo, nesta segunda-feira (27).
Para Kassab, o alto índice de rejeição dos dois pré-candidatos é o principal entrave para suas vitórias. O articulador político ressaltou que as pesquisas atuais indicam um desejo latente por renovação, afirmando sentir com intensidade a vontade do brasileiro de mudar o atual quadro político.
Ao analisar as gestões anteriores, o presidente do PSD criticou a falta de eficiência do governo Lula. Sobre Jair Bolsonaro, Kassab pontuou que o ex-presidente não possuía vocação para a vida pública, embora tenha reconhecido o papel de Paulo Guedes na condução da economia durante aquele mandato.
Equilíbrio institucional e transparência
Kassab defendeu que o próximo presidente precisará de força política para conduzir ajustes necessários, inclusive na relação com o Supremo Tribunal Federal. O tema ganha relevância em um momento de tensões entre o Judiciário e o setor privado, com preocupações crescentes sobre a segurança jurídica no país.
O líder partidário cobrou maior transparência na gestão dos recursos públicos. Segundo ele, o próximo chefe do Executivo deve estabelecer um novo equilíbrio entre os Poderes para garantir a estabilidade do país.
Estratégia do PSD para 2026
O diagnóstico de um cenário eleitoral aberto orienta a estratégia do PSD, que busca se consolidar como uma alternativa de centro. Kassab descartou qualquer possibilidade de apoio a uma candidatura petista em 2026, reforçando a intenção da sigla de lançar um nome próprio.
A sigla aposta que o debate fiscal e as tensões institucionais criarão o ambiente ideal para uma candidatura que dialogue com o desejo de mudança. Enquanto o cenário não se define, o partido mantém sua postura de independência.
Fonte: Moneytimes