Senador Davi Alcolumbre em sessão do Congresso Nacional. Senador Davi Alcolumbre em sessão do Congresso Nacional.

Davi Alcolumbre cancela sessão do Congresso por falta de acordo

Davi Alcolumbre cancela sessão do Congresso após falta de acordo entre líderes para análise de vetos do presidente Lula. Nova pauta prevista em 15 dias.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), cancelou a sessão do Congresso que estava agendada para esta quinta-feira (18). A decisão ocorreu devido à ausência de consenso entre os líderes partidários para a análise de vetos do presidente Lula a projetos aprovados pelo Legislativo.

Alcolumbre adia votação de 70 itens pendentes

O parlamentar explicou que as negociações não avançaram, resultando no adiamento das deliberações. “Tomei uma decisão. Infelizmente, não conseguimos construir um acordo para a sessão do congresso. Como não construímos um acordo, vou pedir aos líderes partidários para fazer reuniões na próxima semana. E daqui a 10 ou 15 dias eu vou ter uma sessão do Congresso com acordo de cédula ou sem acordo de cédula”, afirmou Alcolumbre.

O presidente do Congresso ressaltou que a sessão havia sido anunciada há 30 dias. Contudo, as lideranças não chegaram a um entendimento com o governo sobre quais vetos deveriam ser mantidos ou derrubados. A pauta incluía **70 itens**, abrangendo temas como a regulamentação da reforma tributária e a subordinação da Lei Geral do Esporte às normas internas das organizações esportivas.

Divergências internas travam pauta legislativa

Outros pontos de destaque na pauta incluíam a responsabilidade do INSS no ressarcimento de descontos indevidos de mensalidades associativas, a inclusão de florestas madeireiras não nativas na reserva legal e incentivos fiscais para o desenvolvimento de games brasileiros independentes. Segundo Alcolumbre, a falta de unidade dentro das bancadas de um mesmo partido na Câmara e no Senado inviabilizou o prosseguimento dos trabalhos.

O senador afirmou que uma nova sessão deve ser convocada em um prazo de até 15 dias, antes do início do recesso parlamentar. O impasse reflete a complexidade das negociações políticas em torno da agenda econômica e administrativa do governo federal.

Fonte: G1