Héctor Rusthenford Guerrero Flores, o Niño Guerrero, líder do Tren de Aragua. Héctor Rusthenford Guerrero Flores, o Niño Guerrero, líder do Tren de Aragua.

EUA e Venezuela matam Niño Guerrero, líder do Tren de Aragua

Héctor Guerrero, líder do Tren de Aragua, morre após operação conjunta dos EUA e Venezuela. Saiba detalhes do histórico criminoso do foragido.

Uma operação conjunta entre os governos dos Estados Unidos e da Venezuela resultou na morte de Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como “Niño Guerrero”. O indivíduo era apontado como o principal líder da facção criminosa Tren de Aragua, classificada pelo governo Trump como uma Organização Terrorista Estrangeira.

O presidente Donald Trump descreveu o ataque como “rápido e letal”. Em publicação na sua plataforma, o governante afirmou que, sob sua gestão, os Estados Unidos irão “encontrar esses assassinos cruéis e chefes do tráfico a qualquer hora, em qualquer lugar, e enviá-los às profundezas do inferno onde eles pertencem”. A declaração foi acompanhada por um vídeo que exibe a destruição de um edifício por uma explosão.

O governo da vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, confirmou a ação em comunicado oficial. Segundo a nota, a operação ocorreu no sudeste do estado de Bolívar, contando com troca de informações de inteligência e apoio técnico especializado entre as duas nações para localizar o paradeiro de Guerrero Flores, que estava foragido há anos.

Histórico criminoso em Tocorón

Héctor Rusthenford Guerrero Flores nasceu em Maracay, em 1983. Seu histórico criminal teve início em 2005, quando foi detido pelo assassinato de um oficial. Após escapar da prisão de Tocorón em 2012 e ser recapturado em 2013, ele consolidou a estrutura do Tren de Aragua a partir de dentro do sistema penitenciário.

Em 2016, um tribunal de Aragua condenou Guerrero Flores a 17 anos e dois meses de prisão por doze crimes, incluindo homicídio, tráfico de drogas e associação criminosa. O grupo mantinha controle absoluto da unidade prisional, que contava com piscinas e restaurantes. O governo venezuelano retomou o controle do local apenas em outubro de 2023, quando foi confirmada a fuga do líder.

Expansão internacional e estratégia de segurança

Sob a liderança de Guerrero Flores, o Tren de Aragua expandiu operações para países como Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Chile e Brasil. Células do grupo também foram alvo de investigações na Espanha. O Departamento de Estado dos EUA chegou a oferecer uma recompensa de 5 milhões de dólares por informações que levassem à sua captura.

A designação do grupo como organização terrorista integra a estratégia de segurança do governo Trump. O mercado financeiro monitora o cenário de instabilidade gerado por organizações criminosas transnacionais, avaliando os impactos geopolíticos na segurança de rotas comerciais e na estabilidade da região.

Fonte: Cnnbrasil