A Raízen, gigante do setor de açúcar, etanol e bioenergia, ampliou o apoio ao seu Plano de Recuperação Extrajudicial. O percentual de adesão dos credores subiu de 75,45% para **80,15%** dos créditos abrangidos pela proposta de reestruturação financeira.
A atualização foi formalizada por meio de um comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários. Segundo a companhia, o plano engloba créditos financeiros e quirografários que totalizam **R$ 64,7 bilhões**, valor que exclui as dívidas entre empresas do mesmo grupo.
Adesão cresce após protocolo judicial na 3ª Vara de Falências
As novas manifestações de apoio foram registradas após a apresentação formal do documento à Justiça. A companhia destaca que o incremento no percentual de adesão reforça a confiança dos credores na estratégia de reestruturação de seu endividamento.
O plano foi protocolado em 5 de junho na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo. O objetivo central é reorganizar as obrigações financeiras para adequar a estrutura de capital e garantir liquidez de curto e médio prazo para a empresa.
Acionistas preveem aporte de até R$ 4 bilhões
Entre as medidas estratégicas apresentadas, destaca-se a previsão de um aporte de até **R$ 4 bilhões** por parte dos acionistas controladores. A Shell deve contribuir com R$ 3,5 bilhões, enquanto a Aguassanta Participações, veículo de investimentos da família do empresário Rubens Ometto, poderá aportar até R$ 500 milhões, caso formalize sua adesão ao plano.
Outro pilar da reestruturação envolve a conversão de 45% da dívida sujeita à recuperação extrajudicial em ações da companhia. Os 55% restantes serão renegociados por meio da emissão de novos instrumentos financeiros, com prazos estendidos e condições ajustadas à capacidade de geração de caixa da Raízen.
Fonte: Cnnbrasil