A mineradora australiana Eminence Minerals contratou a empresa brasileira Eco Sondagem para iniciar uma nova campanha de perfuração no projeto Campo Grande, localizado na Bahia. O programa prevê a execução de até 72 furos de trado, totalizando aproximadamente 2.000 metros de sondagem, com o início das atividades programado para junho de 2026.
Campo Grande testa alvos de terras raras em 1.755 km²
A campanha visa testar alvos de terras raras em argilas iônicas e lateritas na região baiana. Estes pontos foram definidos por meio de levantamentos geológicos, amostragens de superfície, radiometria aérea e análises por satélite. O projeto é 100% controlado pela Eminence e abrange 99 permissões de pesquisa, cobrindo uma área de aproximadamente 1.755 km².
A localização é considerada estratégica, situando-se próxima a ativos da Brazilian Rare Earths, empresa que posicionou a região no radar internacional de minerais críticos. Apesar do avanço, o ativo encontra-se em fase inicial, sem declaração de recurso mineral, estudo de viabilidade ou decisão de investimento formalizada até o momento.
Potencial adicional para gálio e bauxita
Além das terras raras, a companhia identificou potencial para bauxita e gálio em partes do projeto. O gálio é um insumo essencial para a fabricação de semicondutores e tecnologias avançadas, embora a empresa trate este potencial como uma frente adicional de avaliação técnica.
O CEO da Eminence, Anthony Hills, destacou a importância da parceria com a empresa brasileira. “A concessão do contrato de sondagem representa mais um marco importante no rápido avanço do Projeto Campo Grande, da geração de alvos para o teste por sondagem”, afirmou o executivo.
Brasil atrai mineradoras australianas para minerais críticos
A presença crescente de companhias australianas em campanhas de exploração no Brasil reflete o interesse de empresas ocidentais pelo mercado nacional. O movimento busca diversificar as cadeias de fornecimento globais, reduzindo a dependência da China e ampliando o acesso a projetos em jurisdições consideradas estratégicas para a transição energética.
Fonte: Cnnbrasil