O advogado-geral do Kennedy Center ordenou aos funcionários, na quinta-feira (4), que removam o nome do presidente Donald Trump do prédio até 12 de junho, de acordo com um memorando obtido pela imprensa, a fim de cumprir uma ordem judicial recente.
Os funcionários também foram instruídos a atualizar imediatamente alguns documentos do Kennedy Center — incluindo assinaturas de e-mail e materiais de marketing — para remover o nome de Trump, segundo o memorando.
Prazo final para a remoção completa é 12 de junho de 2026
“Para cumprir esta ordem, vocês devem alterar imediatamente assinaturas de e-mail, papel timbrado e outros documentos para refletir o nome como ‘The John F. Kennedy Center for the Performing Arts’ ou ‘Kennedy Center’. Outras mudanças, como em modelos e formulários, sinalizações, folhetos e páginas do site, devem ser concluídas o mais tardar até sexta-feira, 12 de junho de 2026”, escreveu o advogado-geral no documento.
A diretiva representa um revés à tentativa do presidente de controlar o centro de artes cênicas e seu esforço para deixar sua marca na capital do país. Sua tomada da instituição começou nos primeiros dias de seu segundo mandato, quando ele esvaziou o conselho existente e nomeou aliados fiéis.
Juiz federal bloqueia alteração unilateral de nome
Um juiz federal bloqueou o Kennedy Center de fechar temporariamente suas portas para uma reforma e afirmou que o conselho violou a lei ao acrescentar o nome de Trump ao centro de artes. O juiz distrital dos EUA, Casey Cooper, concluiu que a lei que estabelece o centro “deixa absolutamente claro que o Centro deve ser nomeado em homenagem ao Presidente Kennedy, e não pode ter qualquer outro nome formal ou memorial público baseado na decisão unilateral do Conselho.”
“O Congresso deu ao Kennedy Center seu nome, e somente o Congresso pode mudá-lo”, escreveu Cooper em sua decisão de 94 páginas. Ele deu às autoridades duas semanas para remover qualquer sinalização com o nome de Trump e atualizar o site.
Trump sinaliza possível transferência ao Congresso
Logo após a decisão, Trump sinalizou que estava se afastando de seu foco no centro de artes, sugerindo que transferiria o controle para o Legislativo. Desde sua fundação, o Poder Executivo tem exercido supervisão sobre o conselho de curadores, enquanto o Congresso é responsável pelas dotações anuais para as operações.
“Instrui o Departamento de Comércio a fazer todos os arranjos necessários com o Congresso para permitir uma transferência total e completa desta instituição, entregando a eles a responsabilidade por sua operação, manutenção e gestão”, escreveu Trump em uma publicação na rede social Truth Social na semana passada. Ele acrescentou que, embora estivesse sendo tratado “de forma injusta”, não tinha “interesse em continuar” a menos que tivesse “liberdade” para fazer o que quisesse.
A loja de presentes do centro havia colocado recentemente todos os produtos com a marca “Kennedy Center” à venda — com 30% de desconto. Um mapa na garagem estava com a etiqueta “Trump Kennedy Center”, enquanto programas de produções estavam estampados com o nome “Trump”.
Em uma aparição no Salão Oval na quinta-feira, Trump revelou seu mais recente projeto proposto para Washington, uma “alameda” para conectar o Lincoln Memorial ao Rio Potomac. “Eles querem chamar de Alameda Trump”, disse ele aos repórteres. “Mas não sei se quero fazer assim, mas vai ser lindo.”
Fonte: Cnnbrasil