O ex-deputado Eduardo Bolsonaro declarou pelas redes sociais nesta quinta-feira (4) que “jamais substituiria o Pix“. A manifestação do parlamentar ocorreu para refutar o que classificou como distorções de suas declarações feitas em entrevista recente a uma rádio de São Paulo.
Pix permanece sem taxas para usuários segundo Eduardo Bolsonaro
Em sua publicação oficial, o ex-deputado reforçou o suporte ao sistema de pagamentos brasileiro. “O Pix foi criado pelo meu pai, sem taxas e assim deve permanecer”, afirmou o parlamentar.
Na quarta-feira (3), Eduardo Bolsonaro mencionou que os Estados Unidos possuem um mecanismo com funcionamento equivalente ao brasileiro, chamado Zelle. “Os Estados Unidos têm mecanismos muito semelhantes ao PIX, como por exemplo o Zelle, que é o Pix dos Estados Unidos, aqui é o Zelle. Então dá para você ir para uma mesa de negociação com os americanos com bons argumentos, dá para você sentar, dá para negociar”, disse na ocasião.
Relatório aponta Pix como serviço discriminatório nos EUA
O Pix entrou no radar das autoridades americanas recentemente. O meio de pagamento foi citado como um dos motivos para a recomendação de uma taxação de 25% sobre importações brasileiras, baseada na Seção 301 da Lei do Comércio de 1974 dos Estados Unidos.
O documento americano classifica o Pix como um serviço “injusto e discriminatório” contra empresas norte-americanas. O texto aponta um suposto conflito de interesses, sustentando que o sistema é operado pela mesma entidade que o regula, o Banco Central.
O órgão dos Estados Unidos também acusa o Banco Central de privilegiar o Pix ao determinar que instituições ofereçam o serviço gratuitamente a pessoas físicas e ao limitar tarifas cobradas por transações. Tais medidas, segundo o relatório, impactam a competitividade de outros serviços financeiros, mantendo o debate sobre a regulação do setor em evidência no meio político e econômico.
Fonte: Cnnbrasil