A 34ª edição da Marcha para Jesus, realizada nesta quinta-feira (4) em São Paulo, reuniu milhares de fiéis e serviu como ponto de encontro para diversas autoridades e pré-candidatos. O evento, que percorreu o trajeto entre a estação Tiradentes do Metrô e a Praça dos Heróis da FEB, foi marcado por um tom de polarização política, com discursos que mesclaram pautas religiosas e eleitorais.
Presenças políticas e declarações de Flávio Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, participou do trio elétrico acompanhado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB). Em suas falas, Flávio classificou o cenário político atual como uma “guerra espiritual” e afirmou que o “mundo do mal” será removido do governo federal ainda este ano. O senador também pediu orações pelo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O governo federal foi representado pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, que também esteve no trio elétrico. Questionado sobre a presença em um ambiente com divergências políticas, Messias afirmou que a “mesa de Jesus” é inclusiva e não deve ser pautada pela segregação. O ministro destacou que o propósito de sua participação era o louvor e a adoração.
Estimativas de público e posicionamentos das lideranças
Além de Flávio Bolsonaro, outros nomes da direita, como os pré-candidatos ao Senado Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), marcaram presença. O governador Tarcísio de Freitas e o prefeito Ricardo Nunes enfatizaram a importância do evento para a capital paulista. O presidenciável Ronaldo Caiado (PSD) também compareceu ao evento, discursando à tarde sobre a necessidade de integridade moral na gestão pública.
O apóstolo Estevam Hernandes, presidente da Marcha para Jesus no Brasil, declarou que o evento possui um caráter religioso, embora tenha admitido que a “tendência natural” da organização, diante do quadro de polarização, seja apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não compareceu, justificando que evita participar de atos religiosos em períodos eleitorais para não conferir conotação política ao sagrado.
Dados do Monitor do Debate Político da USP/Cebrap e da ONG More in Common estimaram a presença de aproximadamente 33,8 mil pessoas no horário de pico, com uma margem de erro de 12%.
Fonte: Estadão