Ministro Mauro Vieira comenta sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. Ministro Mauro Vieira comenta sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil.

Mauro Vieira contesta legitimidade de tarifas dos EUA ao Brasil

O ministro Mauro Vieira contesta a legitimidade das tarifas de 12,5% impostas pelos Estados Unidos ao Brasil após investigações da Seção 301.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que os argumentos apresentados pelos Estados Unidos para aplicar tarifas contra produtos brasileiros “não são legítimos”. O governo brasileiro forneceu aos americanos todas as informações necessárias para contestar as investigações que podem resultar na taxação de mercadorias nacionais.

Brasil contesta investigações da Seção 301

“Demos todas as informações necessárias. O que nós esperamos é que isso tudo seja levado em conta e que fique comprovado que não há porquê sermos objeto de tarifas, porque todos os argumentos apresentados nós provamos que não são legítimos”, disse Vieira, nesta quinta-feira (4). O ministro reforçou que o interesse do Brasil é manter o diálogo com Washington após a divulgação dos relatórios finais das investigações relacionadas à Seção 301.

Os documentos foram apresentados antes do prazo estabelecido na reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, realizada em Washington no mês de maio. “Eu disse que era nosso interesse manter conversas, sobretudo depois do anúncio dos laudos, dos relatórios finais das duas investigações sobre a Seção 301”, afirmou Vieira.

Tarifas de 12,5% propostas pelos Estados Unidos

Ainda não há uma data definida para a conclusão das negociações. O presidente Lula confirmou presença na reunião do G7, na França, mas a realização de um encontro bilateral com Trump para tratar do tema permanece incerta. A tensão comercial surgiu após uma investigação americana concluir que 60 economias, incluindo o Brasil, falharam em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

Como resposta, o governo americano propôs uma tarifa adicional de **12,5%** para o Brasil. Outras economias, como as da União Europeia, também foram alvo de propostas de sobretaxas de 10% por parte dos Estados Unidos. A medida passará por consulta pública, com recebimento de comentários até 6 de julho de 2026, seguida por audiências públicas no dia seguinte.

Mauro Vieira em entrevista sobre tarifas americanas
Especialistas avaliam que existe espaço para o Brasil negociar nesta nova ameaça tarifária dos EUA.

Fonte: G1