Os contratos futuros de ouro encerraram o pregão desta quarta-feira (3) em forte queda, recuando abaixo da marca de US$ 4.500 por onça-troy. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange, o contrato com entrega para agosto fechou com desvalorização de 1,17%, cotado a US$ 4.466,9.
Conflitos no Oriente Médio elevam preço do petróleo
O movimento de baixa reflete o aumento da percepção de risco diante da escalada militar no Oriente Médio. Houve um acirramento das hostilidades, com ataques iranianos contra o Kuwait e o Bahrein, seguidos por ofensivas americanas nas proximidades do Estreito de Ormuz. Paralelamente, a continuidade dos conflitos entre Israel e o Hezbollah, com declarações do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu sobre a necessidade de desmilitarizar o Líbano, contribuiu para a instabilidade.
A tensão na região impulsionou os preços do petróleo, que se aproximaram de US$ 100 o barril, reacendendo preocupações globais com a inflação. Analistas da Forex.com alertam que, caso as tensões geopolíticas persistam e o valor da commodity continue a subir, o ouro pode sofrer novas pressões, com possibilidade de atingir a faixa dos US$ 4 mil.
Resiliência do setor privado nos Estados Unidos
Além do cenário externo, o desempenho do metal foi afetado por indicadores econômicos dos Estados Unidos. O relatório da ADP apontou a criação de 122 mil vagas no setor privado em maio, superando o consenso de mercado de 110 mil. O dado reforçou a narrativa de resiliência econômica, o que elevou os rendimentos dos títulos públicos e fortaleceu o dólar, pressionando ativos como o ouro.
O mercado agora mantém a expectativa pelo relatório oficial de empregos, previsto para sexta-feira (5). Segundo a TD Securities, o ouro enfrenta dificuldades para registrar uma recuperação significativa, dado que as expectativas de juros mais altos pelo Federal Reserve até o início de 2027, somadas a novas propostas tarifárias do presidente Donald Trump, mantêm os metais preciosos sob pressão.
Fonte: Globo