Lula reage a novas tarifas dos EUA e critica oposição por 'traição à pátria' em contexto de Política Econômica Lula reage a novas tarifas dos EUA e critica oposição por 'traição à pátria' em contexto de Política Econômica

Lula reage a novas tarifas dos EUA e critica oposição por ‘traição à pátria’

Lula reage às novas tarifas impostas pelos EUA ao Brasil, critica a oposição por traição e endurece discurso contra o secretário de Estado Marco Rubio.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que o Brasil não pode aceitar o tratamento recebido pelos Estados Unidos nesta semana. A manifestação ocorreu durante a segunda reunião ministerial do ano, convocada em resposta à imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros, que incluem uma sobretaxa adicional de 12,5% sob a justificativa de combate ao trabalho forçado, somando-se a uma proposta prévia de 25% sobre importações.

Soberania comercial e busca por novos mercados

Lula classificou as medidas americanas como baseadas em “inverdades” e defendeu que o Brasil detém um déficit comercial favorável aos EUA, invertendo a lógica da punição aplicada. O mandatário reforçou que o país não adotará uma postura de submissão e ampliará a busca por novos mercados para o escoamento da produção nacional. “Se eles não querem comprar, vamos vender para quem quiser comprar”, declarou.

Em contrapartida, o governo destacou a recente decisão da China em reconhecer o Brasil como país livre da febre aftosa, movimento que viabiliza a ampliação da exportação de carne bovina ao mercado asiático. O presidente enfatizou ainda que o país não abrirá mão da soberania sobre recursos estratégicos, como terras raras e minerais críticos, exigindo negociações diretas com o Executivo para qualquer exploração.

Ataques a Marco Rubio e críticas à oposição brasileira

Durante o encontro, Lula criticou o que classificou como “traição à pátria” por parte de opositores que, segundo ele, fomentam o embate com Washington para obter vantagens eleitorais. Embora não tenha citado nomes, o discurso foi interpretado como uma referência direta a alas políticas que mantêm interlocução constante com a Casa Branca e atribuem as sanções recentes ao tom da diplomacia brasileira.

O presidente também direcionou ataques ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, a quem chamou de “latino-americano frustrado”, afirmando que o auxiliar de Donald Trump não possui apreço pela região ou pelo Brasil. Lula relembrou o contexto do golpe militar de 1964, mencionando a articulação diplomática americana na época, e defendeu que o Senado Federal responda formalmente às declarações recentes de Rubio no Congresso norte-americano.

A reunião ministerial buscou alinhar o discurso do governo, utilizando painéis que reforçavam slogans como “Brasil soberano”. A estratégia visa manter a estabilidade administrativa após a recente renovação da equipe ministerial, focando na resiliência da gestão após as pressões externas.

Fonte: Globo