Pesquisa de opinião PoderData divulgada nesta quarta-feira (3) aponta que 53% dos brasileiros consideram positiva a decisão do governo dos Estados Unidos em classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
A mesma sondagem indica que 33% dos entrevistados avaliam a determinação de Washington como ruim para o país. Outros 14% dos participantes declararam não saber opinar sobre o tema.
O parecer oficial, emitido na última quinta-feira (28), estabeleceu a categorização das facções como “Terroristas Globais Especiais Designados” com efeito imediato. A partir desta sexta-feira (5), entra em vigor também a designação como “Organizações Terroristas Estrangeiras”.
“O CV e o PCC são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Juntos, comandam milhares de membros e orquestraram ataques brutais contra policiais, autoridades públicas e civis brasileiros”, destaca o texto divulgado na ocasião.
Risco de intervenção e incerteza econômica
A medida gera apreensão no Palácio do Planalto e entre agentes de investigação. O setor financeiro observa com cautela a possibilidade de a classificação servir como base jurídica para operações americanas em território nacional, o que impacta diretamente a percepção sobre a estabilidade de capitais.
Existe um temor crescente sobre a redução da cooperação entre as forças policiais dos dois países. Além disso, o mercado projeta riscos de sanções contra bancos brasileiros que possuem trânsito internacional, transformando o quadro da segurança pública em um novo ponto de atenção para investidores estrangeiros.
Metodologia do levantamento
O PoderData ouviu 2.500 eleitores com 16 anos ou mais em 166 municípios das 27 unidades da Federação. A coleta de dados ocorreu entre os dias 30 de maio e 1º de junho, com margem de erro de dois pontos percentuais e índice de confiança de 95%.
Impactos da decisão americana
A classificação dos grupos como terroristas visa restringir o acesso das facções ao sistema financeiro global. Contudo, analistas ponderam que a medida pode colidir com a soberania nacional e trazer riscos indiretos para a economia brasileira, especialmente diante da possibilidade de sanções a instituições financeiras que realizam transações internacionais.
Fonte: Cnnbrasil