Mercados operam com cautela sob pressão de tarifas dos EUA e tensões no Oriente Médio em contexto de Política Econômica Mercados operam com cautela sob pressão de tarifas dos EUA e tensões no Oriente Médio em contexto de Política Econômica

Mercados operam com cautela sob pressão de tarifas dos EUA e tensões no Oriente Médio

Mercado financeiro opera com cautela com dólar a R$ 5,00 sob pressão de nova ameaça de tarifas dos EUA e instabilidade geopolítica no Oriente Médio.

O mercado financeiro iniciou esta terça-feira, 2 de junho, com cautela diante da combinação entre uma nova ameaça comercial dos Estados Unidos contra o Brasil e a persistente instabilidade geopolítica no Oriente Médio. O dólar abriu em queda de 0,26%, cotado a R$ 5,0094, enquanto investidores calculam os efeitos diretos dessas variáveis sobre a economia doméstica.

Tarifas de 25% sob análise dos Estados Unidos

O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs a imposição de uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, com base na Seção 301 da lei de comércio americana. A medida surge após uma investigação oficial classificar práticas do governo brasileiro como “irrazoáveis” e prejudiciais ao fluxo comercial dos Estados Unidos.

Apesar do receio inicial, analistas indicam que o impacto pode ser limitado. Uma extensa lista de isenções, que soma 73 páginas, exclui setores estratégicos como aeronaves, café, carnes, frutas, fertilizantes e produtos farmacêuticos. A decisão final sobre a aplicação das sanções depende de consultas públicas e de uma audiência marcada para julho, com prazo limite estabelecido para o dia 15 daquele mês.

Petróleo e a inflação no Boletim Focus

Simultaneamente, o mercado monitora as negociações entre Washington e Teerã. O cenário de incertezas, intensificado por mensagens divergentes sobre o progresso diplomático e novos confrontos no Líbano, mantém a volatilidade nos preços do petróleo. Essa alta da commodity gera pressão adicional sobre as expectativas de inflação no Brasil.

O Boletim Focus, divulgado recentemente, elevou a projeção para o IPCA de 2026 pela 12ª semana consecutiva, alcançando a marca de 5,09%. A alta dos combustíveis, derivada do custo do petróleo, é apontada pelos economistas como o principal fator para a revisão, embora as projeções de crescimento do PIB tenham sido mantidas.

A agenda econômica global segue focada agora no relatório Jolts, dos Estados Unidos, que trará indicadores sobre a abertura de vagas de trabalho em abril. O dado servirá como um termômetro fundamental para a política monetária americana perante a pressão inflacionária global.

Fonte: Globo