O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a responsabilidade pelo rombo financeiro no BRB (Banco de Brasília) recai sobre o governo do Distrito Federal. O ministro destacou que o ônus cabe, “principalmente do governador”, em referência direta a Ibaneis Rocha (MDB).
“A responsabilidade é do GDF, em especial do governador que autorizou essas transações, no mínimo, fraudulentas”, declarou Durigan durante entrevista na última segunda-feira. O chefe da pasta econômica reforçou que o governo do Distrito Federal solicitou o uso de recursos da União para sanar o déficit, uma possibilidade que ele classificou como “inadmissível”.
Ibaneis Rocha ocupava o cargo de governador durante o período das operações do banco com o Banco Master, que resultaram em prejuízos estimados em R$ 8,8 bilhões à instituição estatal. Após o impacto financeiro, o banco buscou alternativas para recompor sua liquidez e patrimônio.
Acordo de R$ 6,5 bilhões viabilizado via FGC
Na última semana, o banco formalizou um acordo para obter um empréstimo de R$ 6,5 bilhões junto ao FGC (Fundo Garantidor de Créditos). Durigan expressou a expectativa de que a instituição consiga honrar os compromissos assumidos, reiterando que o rombo foi fruto de “irresponsabilidades” na gestão das operações.
A operação de crédito foi viabilizada após audiência de conciliação conduzida pelo ministro do STF Luiz Fux. O montante será garantido por um sindicato de bancos públicos e privados, sem envolver transferência de recursos federais ou garantia direta da União.
Garantias do FPE e FPM sustentam empréstimo de 15 anos
Para assegurar o empréstimo de 15 anos, com dois anos de carência, o governo do Distrito Federal utilizará como contragarantia o FPE (Fundo de Participação dos Estados) e o FPM (Fundo de Participação dos Municípios). O banco regional necessita de uma capitalização mínima de R$ 6,6 bilhões para repor os prejuízos acumulados.
O governo local realizará uma capitalização no banco de até 16% da sua receita corrente líquida, totalizando cerca de R$ 6,5 bilhões. A operação conta com o suporte de instituições financeiras de grande porte, classificadas como bancos S1, cujo tamanho é igual ou superior a 10% do PIB nacional.
Fonte: Cnnbrasil