A China realizou com sucesso, nesta segunda-feira (1º), o voo inaugural do foguete Longa Marcha-12B. O lançamento ocorreu às 16h40, no horário de Pequim, a partir da zona-piloto de inovação espacial comercial Dongfeng, situada no noroeste do país.
De acordo com informações divulgadas pela agência estatal Xinhua, o foguete foi responsável por colocar em órbita um grupo de satélites da Constelação Qianfan. A operação foi classificada como um sucesso total e representou a 647ª missão da série de foguetes Longa Marcha, consolidando os avanços tecnológicos chineses no setor.
Longa Marcha-12B utiliza querosene e oxigênio líquido
O veículo de dois estágios foi desenvolvido pela China Aerospace Science and Technology Corporation. O primeiro estágio do equipamento foi projetado com capacidade de reutilização, permitindo a recuperação por pouso propulsivo, operando com querosene e oxigênio líquido (LOX) em ambos os estágios de propulsão.
O lançamento reforça a estratégia de investimentos do país em tecnologias reutilizáveis, com o objetivo principal de reduzir os custos operacionais das missões espaciais. A iniciativa busca maior eficiência, alinhando-se às tendências observadas no mercado espacial global.
Disputa estratégica e exploração espacial entre potências
Diferente do modelo americano, baseado fortemente em parcerias entre o setor público e privado, a China conduz seu programa espacial com uma estrutura mais centralizada no Estado. Essa disputa possui implicações que transcendem o campo científico, atingindo interesses econômicos diretos e de defesa nacional.
Entre os focos prioritários está a exploração mineral da Lua e a viabilização de bases lunares, que poderiam servir para a proteção de territórios na Terra. A potência que conseguir estabelecer presença permanente na Lua terá maior peso na definição das regras de exploração, apesar da existência do Tratado do Espaço Sideral de 1967, que determina o espaço como patrimônio de toda a humanidade.

Fonte: Cnnbrasil