Novas regras para trabalho em feriados no comércio entram em vigor em contexto de Política Econômica Novas regras para trabalho em feriados no comércio entram em vigor em contexto de Política Econômica

Novas regras para trabalho em feriados no comércio entram em vigor

O comércio varejista retoma a obrigatoriedade de negociação coletiva para abrir em feriados, conforme novas regras do Ministério do Trabalho e Emprego.

O setor varejista brasileiro opera sob novas diretrizes para o funcionamento em feriados a partir desta segunda-feira (1º). A medida, estabelecida pelo Ministério do Trabalho e Emprego, encerra um período de 90 dias de prorrogação e retoma a obrigatoriedade da negociação coletiva como pilar fundamental para a abertura de estabelecimentos nessas datas.

Requisitos para abertura em dias festivos

Com a vigência plena da portaria, o empregador não possui mais autonomia para decidir, de forma unilateral, sobre o funcionamento em dias festivos. Para que a abertura seja permitida, as empresas devem cumprir três requisitos básicos:

  • Existência de convenção coletiva assinada entre os sindicatos patronais e de trabalhadores;
  • Definição clara das condições detrabalho, incluindo compensações ou pagamentos extras, no acordo coletivo;
  • Observância estrita da legislação municipal vigente.

A norma corrige o que o governo federal classificou como uma distorção iniciada em 2021, quando uma portaria anterior permitia a abertura sem a necessidade de consulta sindical. A regra impacta 12 setores específicos do comércio, abrangendo desde supermercados e farmácias até o varejo geral e pontos de venda em locais de transporte, como aeroportos e rodoviárias.

Ministério do Trabalho busca equilíbrio nas relações

A pasta do governo federal afirma que a mudança busca promover o equilíbrio nas relações laborais, garantindo que o funcionamento do comércio em feriados ocorra de maneira organizada. A intenção é proteger os direitos dos trabalhadores e assegurar maior previsibilidade para o setor produtivo, reforçando o papel da negociação coletiva na mediação entre capital e força laboral.

Fonte: Cnnbrasil