Romeu Zema é notificado em ação movida pela PGR por calúnia contra Gilmar Mendes

O STJ notificou Romeu Zema sobre denúncia da PGR por calúnia após vídeos ironizando ministros do STF. Político tem 15 dias para apresentar resposta prévia.

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), foi notificado nesta segunda-feira (1) a respeito de uma denúncia por calúnia movida pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O despacho, assinado pelo ministro Luis Felipe Salomão, relator do inquérito nº 1962 no Superior Tribunal de Justiça (STJ), define o prazo de 15 dias para que o político apresente sua resposta prévia.

Série Os Intocáveis e acusações contra Gilmar Mendes e Dias Toffoli

A ação penal decorre de uma sequência de vídeos publicados pelo ex-governador em suas redes sociais, batizada de “Os intocáveis”. Em uma das postagens, datada de 5 de março, Zema recorreu a fantoches para ironizar os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e Dias Toffoli, vinculando os magistrados ao “caso Master”, que envolve o Banco Master.

Em um primeiro momento, Gilmar Mendes pediu ao ministro Alexandre de Moraes que Zema fosse incluído no inquérito das fake news. Contudo, após análise, a PGR decidiu que o processo deveria seguir no STJ. O órgão argumentou que as declarações guardam relação com o exercício do cargo, já que Zema utilizou perfis associados à sua atuação institucional para realizar os ataques.

Zema reage à notificação e mantém críticas aos magistrados

Logo após ser notificado, o pré-candidato utilizou seu perfil no Instagram para manifestar indignação. Zema reiterou suas críticas aos magistrados, mencionando o uso de jatinhos e contratos com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. “Se queriam me calar, não vão. Vou continuar mostrando sempre todos esses absurdos que têm acontecido no brasil“, afirmou o político em vídeo.

O ex-governador também atacou o uso do termo “Gilmarpalooza”, referência informal ao Fórum Jurídico de Lisboa. Zema classificou o processo movido contra si como uma manobra de perseguição e tentativa de intimidação política.

Fonte: Globo