Botijão de gás de cozinha em depósito de distribuição. Botijão de gás de cozinha em depósito de distribuição.

ANP adia para 12 de dezembro votação sobre novas regras do GLP

novas regras gás de cozinha: ANP adia votação sobre novas regras para venda de gás de cozinha. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e…

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) adiou nesta sexta-feira (29) a discussão sobre as novas diretrizes para a venda e distribuição do gás liquefeito de petróleo, conhecido popularmente como gás de cozinha.

Em comunicado oficial, a agência informou que o item foi retirado da pauta da reunião de diretoria por solicitação do relator do processo. O objetivo central do adiamento é permitir um aprofundamento nas discussões técnicas sobre as normas em análise.

Venda fracionada e fim da obrigatoriedade de marcas estão em pauta

A proposta sob análise contempla mudanças significativas, como a possibilidade de venda fracionada do botijão e a retirada da obrigatoriedade de exibir marcas nos cilindros. O tema, que gera divergências no setor, retornará para apreciação dos diretores no próximo dia 12 de dezembro.

O Sindigás (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo) manifestou preocupação com os impactos da medida, apontando que agentes econômicos divergem sobre os benefícios e riscos da flexibilização das normas atuais.

Sindigás questiona rastreabilidade e impactos na concorrência

Segundo o sindicato, as alterações propostas podem comprometer a rastreabilidade dos botijões. A entidade argumenta que isso dificultaria a responsabilização dos agentes econômicos e reduziria a proteção oferecida ao consumidor final.

A organização também pontua que a flexibilização pode afetar direitos patrimoniais sobre os recipientes e provocar distorções concorrenciais. Para Sergio Bandeira de Mello, presidente do sindicato, o fim da exclusividade de envase pelas distribuidoras desorganizará o setor.

“A entidade seguirá contribuindo tecnicamente para o debate regulatório e defende que qualquer alteração nas regras do setor seja construída com base em evidências econômicas sustentáveis, validação prática e ampla segurança jurídica”, afirmou Mello em nota oficial.

Fonte: Cnnbrasil